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Mais de 11 mil detenções no Bangladesh em 'cruzada' contra assassínios

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GETTY

Primeiro-ministro prometeu apanhar “todo e qualquer assassino”, no âmbito da megaoperação que levou nos últimos dias à detenção de mais de 11 mil pessoas, 145 dos quais supostos militantes islamitas

Numa megaoperação apresentada como forma de conter a vaga de assassínios no Bangladesh, as autoridades do país anunciaram que nos últimos quatro dias foram detidas mais de 11 mil pessoas.

145 são supostos militantes islamitas suspeitos de matarem membros de minorias religiosas e ativistas seculares. Os restantes são acusados de atividades relacionadas com armas de fogo, narcotráfico e outros crimes. Foram também apreendidas armas, munições e mais de 2 mil motas.

O primeiro-ministro, Sheikh Hasina, prometeu no sábado capturar “todo e qualquer assassino” do seu país. A vaga de assassínios que se intensificou nas últimas semanas gerou pressões internacionais sobre as autoridades do país para que procurassem conter o problema.

Na semana passada foi morto um clérigo idoso hindu, um funcionário de um templo hindu e uma mulher cristã, em ataques reivindicados pelo Daesh. A mulher muçulmana de um responsável pelo contraterrorismo foi também mortalmente esfaqueada.

O regime do Bangladesh tem contudo rejeitado a presença de membros do Daesh ou da Al-Qaeda no seu país (que também tem reivindicado diversos ataques), indicando existirem apenas membros de grupos islamitas locais.

A polícia indicou que entre os detidos encontram-se membros do grupo ilegalizado Jamayetul Mujahideen Bangladesh.

O líder do principal partido da oposição, o ex-primeiro-ministro Khaleda Zia, disse que a megaoperação está a tentar suprimir os opositores políticos do regime.