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Hillary Clinton aumenta vantagem sobre Donald Trump nas sondagens nacionais

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ROBYN BECK

Processo de primárias terminou na terça-feira com a provável candidata do Partido Democrata às presidenciais de novembro a vencer em Washington DC. Logo a seguir, Clinton encontrou-se com o rival do partido, Bernie Sanders, para discutirem agenda política com "pontos comuns"

A vantagem da ex-secretária de Estado norte-americana sobre o magnata populista e xenófobo que deverá ser o candidato à Casa Branca pelo Partido Republicano aumentou na última semana, de acordo com os resultados da mais recente sondagem nacional.

Na mesma semana em que conseguiu ultrapassar o mínimo de delegados e de superdelegados necessários para garantir a nomeação democrata, Hillary Clinton aumentou a liderança das intenções de voto para as presidenciais de 8 de novembro com 49% de apoios contra 42% para Donald Trump.

De acordo com o inquérito do SurveyMonkey para a NBC News, cujos resultados foram apresentados na terça-feira à noite, na última semana a candidata conseguiu reduzir para um só dígito a distância que a separa do rival republicano entre os eleitores do sexo masculino e caucasianos — se na semana passada Trump liderava entre esta faixa do eleitorado com mais 14 pontos percentuais que a rival democrata, neste momento lidera apenas por 9 pontos.

A par disso, Clinton vai à frente de Trump com mais 25 pontos percentuais entre os eleitores que se consideram moderados, angariando 58% das intenções de voto contra 33% para Trump. Numa corrida a quatro, que incluiria o candidato libertário Gary Johnson e a candidata d'Os Verdes Jill Stein, Clinton também conseguiu distanciar-se de Trump na última semana, liderando agora com 42% dos votos contra 38% para o republicano, em comparação com os 40% contra 39% registados na semana anterior. Quase 10% dos inquiridos dizem que votariam em Johnson e 5% em Stein.

Entre as 10.604 pessoas que participaram neste inquérito, conduzido entre 6 e 12 de junho, 9.355 das quais registadas para votar, 54% dizem achar que será Clinton a vencer independentemente de quem apoiam.

Tudo boas notícias para a candidata democrata, surgidas horas antes de firmar mais uma vitória, a última, no longo processo de primárias que terminou ontem à noite com as votações em Washington DC. Chamando a si a maioria dos delegados eleitorais em disputa na capital, Clinton tem neste momento 2.219 delegados prometidos que lhe foram atribuídos em cada votação, a par de 581 superdelegados — membros do partido eleitos para cargos públicos que não têm disciplina de voto e que escolhem que candidato querem apoiar na Convenção Nacional Democrata, que este ano acontece entre 25 e 28 de julho em Filadélfia.

Para garantir a nomeação do partido, um candidato democrata precisa de angariar um mínimo de 2.383 delegados ao longo do processo de primárias. Apesar de não ter conseguido alcançar essa fasquia durante as votações estatais (excluindo os superdelegados que a apoiam), Clinton lidera com uma larga vantagem sobre Bernie Sanders, o senador do Vermont que ao longo das primárias conseguiu chamar a si 1.832 delegados, a par dos 49 superdelegados que dizem que vão apoiá-lo na convenção.

Ainda sem ter abandonado oficialmente a corrida, Sanders encontrou-se ontem com Clinton logo a seguir ao encerramento das urnas em DC, uma reunião de mais de 90 minutos classificada pelas campanhas de ambos como "positiva". Na segunda-feira, o candidato tinha anunciado na televisão que pretendia encontrar-se com a rival na terça-feira, sem referir se ponderava desistir da candidatura às presidenciais.

Recentemente, Sanders sublinhou que vai levar a corrida até ao fim, sob o argumento de que os superdelegados não entram para a contagem oficial de apoios dentro do partido e que, perante o facto de nenhum dos candidatos ter alcançado o mínimo necessário, pretende disputar a nomeação no encontro nacional dos democratas.