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Governo britânico avisa que vai aumentar impostos e cortar na despesa pública se Brexit vencer

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Stuart C. Wilson

A uma semana do referendo sobre o futuro do Reino Unido, aumentam as trocas de acusações e ameaças pelos dois lados da barricada. Líder do Partido Nacionalista Escocês diz que saída da União Europeia pode conduzir a novo referendo independentista

O chefe do Tesouro britânico avisou esta quarta-feira que vai ser forçado a cortar na despesa pública e a aumentar os impostos aos contribuintes se uma maioria do eleitorado votar a favor da saída da União Europeia no referendo da próxima semana.

De acordo com o chanceler, as medidas para colmatar o "buraco negro" de 30 mil milhões de libras (quase 38 mil milhões de euros) que o Brexit vai criar passam por aumentar os impostos sobre salários e heranças e cortar no orçamento do Serviço Nacional de Saúde (NHS).

O anúncio vem aumentar as cisões dentro do Partido Conservador, com 57 deputados do partido no poder a dizerem que a postura de George Osborne face à possibilidade do Brexit é "insustentável" e que se a sua reação à eventual saída do Reino Unido da UE passar por cortes no NHS e nas despesas com educação e segurança vão "chumbar" o orçamento para 2017.

Reagindo ao novo aviso da barricada que defende a permanência no bloco dos 28, a campanha Vote Leave, uma das que apoia o Brexit, acusou Osborne e os restantes membros da campnha Remain de estar a espalhar "profecias histéricas de desgraça".

Também esta quarta-feira, o líder do Partido Nacionalista Escocês Alex Salmond aproveitou a vantagem do Brexit nas mais recentes sondagens de intenção de voto para reavivar as aspirações de independência que foram destronadas no referendo de há ano e meio.

Contrariando a primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon, que tem defendido sempre a permanência na UE e que diz recusar-se a especular sobre as possíveis repercussões políticas do Brexit, Salmond declarou que, se ganhar a saída do bloco mas os escoceses votarem maioritariamente pela permanência, haverá um novo referendo independentista à semelhança da consulta que, em setembro de 2014, ditou a manutenção do Reino Unido como o conhecemos.