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Funcionários públicos mexicanos despedidos por comentários sobre massacre de Orlando

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JIM YOUNG/REUTERS

As autoridades do estado mexicano de Jalisco declararam “tolerância zero” aos comentários homofóbicos publicados nas redes sociais a propósito do massacre de Orlando

“Pena terem sido 50 e não 100” e “aqueles gays receberam o seu castigo graças a Deus!” foram os dois comentários, a propósito do massacre ocorrido na discoteca de Orlando, que valeram o despedimento de dois funcionários públicos mexicanos.

José de Jesús Manzo Corona, que trabalhava para a Secretaria para o Desenvolvimento e Integração Social do estado de Jalisco, foi autor do primeiro comentário. Horas depois da sua publicação no Facebook, o governador Aristóteles Sandoval divulgava uma mensagem a pedir desculpas pelo sucedido: “O meu governo promove o respeito e a inclusão, estes são os nossos valores. Expressões discriminatórias não serão toleradas em quaisquer circunstâncias”.

O outro comentário homofóbico foi deixado por Jorge Alberto Contreras Bravo, diretor juridico do gabinete para os Direitos Humanos, Transparência e Aceso à Informação da cidade de Zapopan, também do Estado mexicano de Jalisco. “Em Zapopan não vamos tolerar actos de discriminação e muito menos perante uma tragédia como a que sucedeu este fim de semana em Orlando. O funcionário Jorge Contreras, que emitiu comentários homofóbicos nas redes sociais, foi afastado do seu cargo”, indicou o intendente Pablo Lemus.

Levado a cabo pelo norte-americano de origem afegã Omar Mateen, na madrugada de sábado para domingo numa discoteca gay de Orlando, o massacre causou 50 mortos e 53 feridos.