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Internacional

Detido funcionário da Mossack Fonseca na Suíça

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RODRIGO ARANGUA/ Getty Images

Um funcionário foi detido pelas autoridades no escritório da Mossack Fonseca, em Genebra, acusado de roubar informação e de acesso indevido a um sistema informático

Um funcionário da área informática do escritório em Genebra da Mossack Fonseca, a sociedade de advogados que está no centro do escândalo dos Documentos do Panamá, foi detido, noticiou esta quarta-feira o jornal suíço "Le Temps".

O jornal, que cita uma fonte próxima do caso, escreveu que o funcionário foi colocado em prisão preventiva por suspeita de remoção de uma grande quantidade de documentos confidenciais.
O porta-voz do gabinete do ministério público de Genebra, Henri Della Casa, disse à agência de notícias francesa AFP que foi aberto um processo-crime na sequência de uma queixa apresentada pela Mossack Fonseca, mas escusou-se a comentar se foi ou não feita uma detenção.

O homem, acusado de roubar informação e de acesso indevido a um sistema informático, foi detido há vários dias e o ministério público realizou buscas nas instalações da firma de advogados em Genebra, segundo uma fonte próxima do processo.

Estão em curso peritagens para esclarecer se o informático realmente retirou dados ao seu empregador e, se se provar que sim, que tipo de dados e em que período.

De acordo com o Le Temps, o primeiro a anunciar a detenção do informático, nada permite dizer, nesta altura, que se trata do homem que dá pelo nome de "John Doe" e que afirma ter estado na origem das revelações dos "Panama Papers".

Desde o início de abril, os "Panama Papers", divulgados por um consórcio de jornalistas de investigação e baseados em cerca de 11,5 milhões de documentos provenientes da sociedade de advogados Mossack Fonseca, levaram à abertura de muitos inquéritos em todo o mundo e à demissão do primeiro-ministro islandês e de um ministro espanhol.

Os documentos revelaram, de uma maneira geral, a utilização em grande escala de empresas 'offshore' para colocar dinheiro em territórios com legislação opaca e fraca fiscalidade.

A 05 de abril, a Mossack Fonseca afirmou ter sido vítima de pirataria informática operada a partir dos servidores estrangeiros e ter apresentado queixa do caso.