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Bernie Sanders encontra-se com Hillary Clinton antes da última etapa das primárias democratas

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JEWEL SAMAD / GETTY IMAGES

Media antecipam que senador pelo Vermont vai desistir da corrida à nomeação, esta terça-feira, após reunião com a rival, que continua a liderar em número de delegados e de superdelegados

Bernie Sanders, um dos dois aspirantes à nomeação do Partido Democrata para disputar a presidência dos Estados Unidos em novembro, anunciou que vai encontrar-se esta terça-feira, ao final do dia, com a rival e líder da corrida, Hillary Clinton, no que o “Huffington Post” diz aparentar ser um passo no sentido de pôr fim à sua campanha presidencial.

O encontro entre os dois candidatos democratas foi anunciado por Sanders no programa “Meet the Press” na segunda-feira, no qual o senador pelo Vermont foi esquivo sobre se vai continuar a disputar a nomeação democrata com Clinton após as primárias desta terça à noite em Washington DC, a última etapa do longo processo de primárias para escolher o candidato de cada um dos partidos.

Sem falar sobre as crescentes pressões que tem sofrido por parte de membros do Partido Democrata, sobretudo desde que a rival atingiu o mínimo necessário de delegados para garantir a sua nomeação na Convenção Nacional do partido, Sanders disse que o encontro com Clinton tem como objetivo perceber como pode continuar a perseguir os seus objetivos políticos na Convenção, que terá lugar entre 25 e 28 de julho em Filadélfia, no estado da Pensilvânia.

“Quero simplesmente ter uma noção do tipo de plataforma que ela vai apoiar, se vai ser vigorosa na defesa das famílias trabalhadoras e de classe média, se vai assumir uma postura agressiva contra as alterações climáticas, se vai defender o sistema de saúde universal e se vai tornar todas as universidades e institutos públicos livres de propinas”, delcarou Sanders ao falar sobre o encontro desta terça-feira com a ex-Secretária de Estado. “Depois de termos esse tipo de discussão e depois de determinarmos se vamos ou não ter uma plataforma forte e progressista, poderei tomar outras decisões.”

Neste momento, Sanders tem garantidos 1828 delegados atribuídos ao longo do processo de primárias e caucus nos diferente estados norte-americanos, para além do apoio declarado de 48 superdelegados — membros do partido eleitos para cargos públicos que não têm disciplina de voto e que escolhem o candidato que querem apoiar na Convenção Nacional. Por sua vez, Clinton tem, desde a série de vitórias da semana passada, 2203 delegados do seu lado e 577 superdelegados.

Para garantir a nomeação democrata, um candidato precisa de um mínimo de 2383 votos a favor de delegados e superdelegados. Hoje estarão em disputa em Washington DC os últimos 45 delegados democratas, distribuídos de acordo com o número de votos que cada candidato angariar.

Na mesma entrevista no programa “Meet the Press”, Sanders fez questão de sublinhar que vai para a Convenção Nacional com mais de 1900 delegados, o que, a seu ver, lhe dá poder suficiente para influenciar a plataforma política que o partido vai adotar antes das presidenciais de 8 de novembro. “Tenho de garantir que trabalhamos com todo o tipo de pessoas espalhadas pelo país e que vamos ter uma agenda que faça frente a Wall Street e que é agressiva quanto a temáticas sobre as quais as pessoas me apoiaram fortemente.”

Sem debater a forte possibilidade de abandonar a corrida e ficar-se por um eventual convite de Clinton para integrar a sua candidatura, o senador deixou claro que o seu inimigo nas próximas semanas e meses é Donald Trump, o provável candidato do Partido Republicano. “Estou a fazer todos os possíveis e vou continuar a fazer todos os possíveis para garantir que Donald Trump não se torne Presidente dos EUA. Penso que este homem não tem perfil para se tornar Presidente. É difícil acreditar que a sua campanha, com base na intolerância e em insultos aos mexicanos, aos muçulmanos e às mulheres esteja realmente a acontecer no ano 2016.”