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Vigílias multiplicam-se em Boston pelo ataque de Orlando

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Liliana Coelho

Membros da comunidade portuguesa de Boston fizeram, no domingo, um minuto de silêncio pelas vítimas do ataque em Orlando, enquanto várias vigílias decorrem no centro da capital de Massachussets

Liliana Coelho

Liliana Coelho

em Boston

Jornalista

Ainda no rescaldo das comemorações do Dia de Portugal, realizou-se este domingo a cerimónia do içar da bandeira no Centro de governo em Boston, que ficou marcada pelo sentimento de tristeza e pesar pelo ataque na Flórida. Durante o evento que contou com a presença de vários representantes da comunidade portuguesa local, o grupo folclórico Corações Lusíadas e a Filarmónica do Centro Cultural de Santo António foi cumprido um minuto de silêncio em memória das 49 vítimas mortais do tiroteio que ocorreu no bar LGBT Pulse em Orlando.

“Façamos um minuto de silêncio pelas vítimas do terrível ataque em Orlando. Os nossos corações estão com eles e com todas as famílias”, declarou José Caroço, Cônsul-geral de Portugal em Boston, antes de serem ouvidos os dois hinos nacionais.

Na assistência ouviam-se vários lamentos e preces, em inglês e português com sotaque maioritariamente açoriano: "God bless America" (Deus abençoe a América) ou "Que tragédia. Vamos ser fortes".

Liliana Coelho

Várias homenagens na capital de Massachusetts

Entretanto, decorrem várias vigílias em homenagem às vítimas dos atentados no centro de Boston, sobretudo junto a igrejas e jardins. Dezenas de bandeiras gays que estão espalhadas por vários edifícios da cidade – na sequência da parada gay que ocorreu este sábado na cidade – juntam-se agora também aos locais das homenagens, assim como velas, flores e frases escritas em cartazes e no chão.“Tantos mortos numa discoteca gay em Orlando. Descansem em paz irmãos e irmãs”/ “Os nossos corações estão partidos”, pode ler-se numa das frases escritas a giz nas escadas de uma igreja, junto da Newbury Street.

Os EUA estão em alerta. A polícia de Boston reforçou entretanto a segurança, sobretudo, junto dos bares e discotecas que são mais frequentados pela comunidade LGBT.

Pelo menos 49 pessoas morreram e 53 ficaram feridas na sequência do atentado que ocorreu na madrugada de domingo no bargay Pulse, em Orlando, no estado da Flórida. Aquela que é considerada a maior matança a tiro nos EUA já foi reivindicada pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e segundo Barack Obama resume-se a um “ato de terrorismo e ódio”.