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FBI tem cerca de 1000 investigações em curso sobre o Estado Islâmico

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BRENDAN SMIALOWSKI / AFP / Getty Images

Revelação feita por um grupo de xerifes numa carta enviada ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

Na sequência do atentado terrorista de este domingo em Orlando, que provocou 50 mortos, um grupo de xerifes americanos recordou esta manhã que o FBI terá cerca de 1000 investigações activas sobre a presença de indivíduos nos Estados Unidos (EUA) com ligações ao auto-intitulado Estado Islâmico (EI).

A revelação surge na sequência de uma carta enviada ao Presidente dos EUA, Barack Obama, a que o Expresso teve acesso, na qual a associação “County Sheriffs of Colorado” implora para que os suspeitos de terrorismo detidos em Guantánamo não sejam transferidos para os EUA, visto que tal poderia espoletar uma onda de violência.

“Não pomos em causa a competência do Departamento Central de Serviços Prisionais para deter estes indivíduos e colocá-los onde bem entender. Porém, é nossa obrigação denunciar que existe uma ameaça superior à segurança interna – o risco de alguns destes simpatizantes, ou lobos solitários que estão nos EUA, levarem a cabo ataques contra as prisões para onde aqueles indivíduos forem transferidos”.

Na missiva, assinada por mais de 40 xerifes, lê-se ainda: “Sabemos que o FBI tem quase 1000 investigações activas sobre a presença de elementos com ligações ao Estados Islâmico nos EUA. As prisões para onde fossem transferidos os detidos de Guantánamo tornar-se-iam alvos destes grupos ligados ao Estado Islâmico, com o objectivo de os libertar ou de, simplesmente, marcar pontos na agenda terrorista. Não podemos ser inocentes”.

Ontem à tarde, em entrevista exclusiva ao Expresso, Coleen Rowley, antiga directora do Departamento de Contraterrorismo do FBI, deixou o aviso: “Há dezenas de milhares de lobos solitários nos Estados Unidos. Falo de pessoas sem ligações directas à hierarquia do Estado Islâmico, mas convictas de que estão em guerra contra os Estados Unidos. Todos eles têm livre acesso a armas. Por isso, é natural que venham a ocorrer mais ataques como o de Orlando”.