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Daesh reivindica ataque a discoteca gay em Orlando

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Joe Raedle/Getty Images

A agência de notícias do autoproclamado Estado Islâmico, Amaq, anunciou que o autor do massacre que este fim de semana tirou a vida a 50 pessoas e deixou pelo menos 53 feridas era um combatente do grupo terrorista. Mas alguns jornais internacionais sublinham que o comunicado é evasivo e que, provavelmente, o grupo ter-se-á aproveitado da situação para dizer que Omar era combatente do Daesh

“O ataque armado que atingiu uma discoteca gay na cidade de Orlando, no estado americano da Flórida, deixando mais de 100 pessoas feridas ou mortas foi realizado por um combatente do Estado Islâmico [Daesh]”, declarou a agência de notícias do grupo terrorista, Amaq, citada pela Reuters.

O norte-americano de 29 anos Omar Saddiqui Mateen, filho de pais afegãos nascido em Nova Iorque e residente na Flórida, entrou armado na discoteca, onde começou a disparar por volta das 2h da manhã locais na madrugada de sábado para domingo. O ataque, que provocou a morte a 50 pessoas e deixou 53 feridas, é considerado o pior desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Antes do massacre, Omar Mateen telefonou para a linha de emergência (911), explicando o ataque que iria realizar “em nome do Estado Islâmico”, segundo confirmara fonte do FBI ao Expresso este domingo. A mesma fonte dissera ainda que tudo indicava que o homem “se inspirara” no grupo terrorista, mas alguns jornais internacionais sublinham que o comunicado é evasivo e que, provavelmente, o Daesh ter-se-á aproveitado da situação para dizer que Omar era combatente do Daesh.

Segundo o FBI, o homem já teria sido interrogado pelos serviços secretos em 2013 - por causa de comentários que terá feito com colegas a propósito de eventuais ligações terroristas - e em 2014, também a propósito de eventuais ligações a um bombista suicida norte-americano. Mas a unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos não terá encontrado qualquer “relação substancial” entre os dois.

Já o pai do suspeito afirmara à NBC que o ataque não teria motivações religiosas, tendo sido apenas motivado por questões de homofobia.

O massacre já foi condenado pelo Conselho de Relações Islâmico-Americanas nos Estados Unidos. “Condenamos este ataque monstruoso e oferecemos as nossas sentidas condolências às famílias e amigos de todos os que foram mortos ou feridos. A comunidade muçulmana junta-se aos nossos companheiros americanos e repudia qualquer pessoa ou grupo que tente justificar ou desculpar-se deste terrível ato de violência.

Notícia atualizada às 11h46