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FBI sobre atirador: “Há dados que sugerem que se inspirou no Estado Islâmico”

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CARLO ALLEGRI

Uma porta-voz do FBI confirma ao Expresso não haver, no entanto, “nenhuma confirmação de ligação direta de Omar Saddiqui Mateen à hierarquia do Estado Islâmico”

Rebecca Callahan, uma das porta-vozes do FBI, confirmou ao Expresso a identidade do homem que matou a tiro 50 pessoas e deixou mais 53 feridas, esta madrugada, numa discoteca gay em Orlando, Florida, nos Estados Unidos. “Há dados que sugerem que este indivíduo se inspirou no ISIS [autoproclamado Estado Islâmico]”, afirmou.

Ao longo da tarde de domingo, foram dadas algumas informações sobre a identidade do autor deste ataque, considerado o mais mortífero da história dos Estados Unidos. O autor dos disparos, Omar Saddiqui Mateen, nasceu em Nova Iorque, tinha 29 anos e vivia na Florida. Foi abatido pela polícia no local.

Momentos antes do tiroteio, ligou para a linha de emergência (911) e falou do ataque que ia fazer “em nome do Estado Islâmico”, segundo confirmou o FBI ao Expresso. A gravação da chamada já está nas mãos da agência. As televisões americanas NBC e CNN tinham avançado a notícia, esta tarde, sobre a chamada que Omar Mateen tinha feito para a linha de emergência.

Horas depois, o Daesh, através de um comunicado da agência Amaq, ligada ao grupo extremista, disse que o ataque na Florida foi “perpetrado por um combatente do Estado Islâmico”.

Rebecca Callahan sublinha não existir nada que os ligue. “Não há, no entanto, nenhuma confirmação da ligação direta de Omar Mateen à hierarquia do grupo.”

A porta-voz do FBI confirmou a informação de que Omar Mateen já tinha sido interrogado duas vezes pela agência.

Numa conferência de imprensa esta tarde, o FBI tinha explicado que o atirador foi interrogado uma primeira vez em 2013, depois de ter feito “comentários inflamatórios” a um colega, tendo a investigação sido encerrada.

Mais tarde, em 2014, voltou a ser questionado sobre uma eventual ligação ao bombista suicida americano, Moner Abu Salah, que morreu em maio do ano passado na Síria. O FBI diz não ter encontrado nenhuma “relação substancial” entre os dois.

Rebecca Callahan afirma ainda ao Expresso não existir nenhuma ligação entre este caso do ataque na discoteca gay em Orlando e a detenção de um homem com explosivos que estaria a preparar um ataque numa parada gay em Los Angeles.

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