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Internacional

ONU denuncia a prática de crimes contra a humanidade na Eritreia

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“A Eritreia é um Estado autoritário, onde não existem instituições democráticas”, afirmou o diretor da Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre violações dos direitos humanos, Mike Smith

FABRICE COFFRINI/GETTY IMAGES

Relatório da Comissão de Inquérito sobre violações dos direitos humanos diz que entre 300 mil a 400 mil pessoas vivem em condições de escravidão, resultado do serviço militar obrigatório e ilimitado imposto no país

Entre 300 mil a 400 mil pessoas vivem em condições de escravidão na Eritreia, denuncia a ONU, o que resulta do serviço militar obrigatório e ilimitado imposto no país. Segundo um relatório publicado na quarta-feira pela Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre violações dos direitos humanos, os abusos praticados na Eritreia desde 1991 incluem ainda detenções ilegais, desaparecimentos forçados, tortura, violações e, mesmo, assassinatos.

No documento, apresentado aos jornalistas em Genebra pelo diretor da Comissão, Mike Smith, é pedido que o Conselho de Segurança “tome medidas específicas” contra os responsáveis pelos abusos.

“Poucos eritreus são dispensados da sua obrigação de prestar serviço militar”, disse Mike Smith, o que leva milhares a fugir do país. O relatório fala de “escravidão sistemática” praticada pelo Governo do Presidente Isaías Afewerki e lembra que, só em 2015, mais de 47 mil eritreus pediram asilo na Europa.

“A Eritreia é um Estado autoritário, não há nenhum poder judicial independente, não há uma assembleia nacional, e não há instituições democráticas”, afirmou o diretor da Comissão, sublinhando que “há impunidade total para os crimes”.