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Internacional

Aumenta pressão sobre Sanders para desistir da corrida à nomeação democrata

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Sanders contava vencer o importante estado da Califórnia mas foi ultrapassado por Clinton

Scott Olson

Senador vai esta quinta-feira à Casa Branca encontrar-se com Barack Obama antes de seguir para um comício de campanha ao final do dia. Primárias de Washington DC encerram a longa disputa por delegados a 14 de junho, com Hillary Clinton já aclamada como candidata virtual do partido à Casa Branca

O senador pelo Vermont e aspirante a candidato presidencial democrata está mais do que nunca sob pressão para abandonar a corrida contra Hillary Clinton e, em vez disso, juntar-se a ela para aumentarem as possibilidades de Donald Trump não ser eleito Presidente dos EUA em novembro.

Depois de ter vencido em quatro dos seis estados a votos em primárias na terça à noite, a ex-secretária de Estado foi declarada a candidata virtual do Partido Democrata às presidenciais de novembro, apesar de ainda não ter alcançado o mínimo de delegados necessário, 2383, para garantir a nomeação na Convenção Nacional do partido, que este ano acontece entre 25 e 28 de julho em Filadélfia, no estado da Pensilvânia.

Na madrugada de quarta, a contagem parcial de votos deu-a como vencedora nos estados de New Jersey, Novo México, Dakota do Sul e Montana, com os votos na Califórnia ainda por apurar nessa altura e com Bernie Sanders a ganhar na Dakota do Norte. Ao final do dia, já com a contagem terminada, confirmou-se que Hillary ganhou na Califórnia, o mais importante dos seis estados a votos, mas que perdeu o Montana para o rival, que acumulou duas vitórias.

No dia anterior à votação de terça-feira, a penúltima do longo processo de primárias, antes de a candidata chegar aos 2203 delegados (menos 180 do que o mínimo necessário), a Associated Press já a tinha declarado a candidata presumível do Partido Democrata, com base no cálculo de delegados firmados nas urnas mais os superdelegados que já lhe juraram fidelidade.

Clinton não quis alinhar nesse discurso antes das primárias naqueles seis estados; após saber que venceu na maioria deles, autoproclamou a sua "vitória histórica" como a primeira mulher a ser candidata à Presidência dos EUA por um dos principais partidos do país. Com isto, pediu aos apoiantes de Sanders que a apoiem para conseguir derrotar Donald Trump, o provável candidato republicano, nas urnas a 8 de novembro.

Neste momento, não parecem existir quaisquer hipóteses, por mais remotas, de Sanders conseguir destronar Clinton. A seu próprio pedido, o candidato que conseguiu, ainda assim, mobilizar dezenas de milhares de pessoas descontentes com uma mensagem de igualdade económica e social, vencendo em 22 primárias e caucus estatais, encontra-se esta quinta-feira com Barack Obama na Casa Branca, em Washington DC, onde a 14 de junho terá lugar a última etapa das primárias democratas.

Cada vez mais membros do partido estão a pedir a Sanders que desista de se bater com Clinton pela nomeação e se junte a ele para derrotarem o candidato populista e xenófobo do Partido Republicano. Depois de se encontrar com o Presidente, Sanders leva a cabo mais um comício de campanha na cidade.