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Internacional

NATO dá início a maior exercício militar conjunto desde a Guerra Fria

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O Vístula é o mais longo rio que atravessa a Polónia

JANEK SKARZYNSKI / GETTY IMAGES

Em clara mensagem à Rússia, aliados começam hoje a exercitar músculos militares na Polónia, com mais de 30 mil tropas de 20 membros e parceiros apoiadas por um grande número de veículos terrestres, aéreos e navais. Anakonda-16 acontece a um mês da cimeira da Aliança em Varsóvia

Começa esta terça-feira o Anakonda-16, tido como o maior exercício militar dos aliados da NATO e seus parceiros desde a Guerra Fria, numa clara mensagem à Rússia a apenas um mês da cimeira da Aliança em Varsóvia.

Ao longo dos próximos dez dias, mais de 30 mil soldados estarão em manobras na Polónia, apoiados por um elevado número de veículos terrestres, aéreos e navais, em exercícios militares que vão incluir com exercícios que vão incluir assaltos noturnos de helicópteros e a largada de paraquedistas sobre o Vístula para que construam uma ponte temporária sobre esse rio, o maior que atravessa a nação do Báltico.

É esperado que, na cimeira de julho, seja aprovado o envio de tropas da NATO que ficarão estacionadas no leste da Europa, em mais um passo que promete elevar as tensões entre o Ocidente e o Kremlin.

O Anakonda-16 tem como objetivo “treinar, exercitar e integrar as estruturas de força e de comando da Polónia no ambiente conjunto aliado multinacional” da Aliança, aponta o US Army Europe em comunicado. Quase metade das tropas envolvidas, 14 mil soldados, são norte-americanas, representando o maior contingente estrangeiro a participar no exercício conjunto, que contará ainda com a participação de países não-membros da NATO como a Suécia e a Finlândia.

A Polónia juntou-se à Aliança militar em 1999, uma década depois da queda do Muro de Berlim, a que se seguiu o fim da URSS e do comunismo no leste europeu. O país tem sido um dos maiores críticos em relação às ações de Moscovo na Ucrânia, tendo feito repetidos pedidos à NATO ao longo dos últimos dois anos para que reforce a sua presença em território polaco.

A Rússia acusa a Aliança de ameaçar a sua segurança ao expandir-se para leste, tendo já prometido retaliar. A isto a NATO responde que exercícios como o Anakonda-16 e o programado envio de tropas fixas para a região são uma “resposta defensiva” à anexação da Crimeia pela Rússia e o seu alegado apoio aos separatistas do leste da Ucrânia que lutam contra as tropas de Kiev desde 2014.