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Presidente turco diz que mulheres que optam por não ter filhos são deficientes

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FEISAL OMAR/REUTERS

Cada mulher turca deve ter pelo menos três filhos... a bem da nação. São estas as recomendações que o Presidente Erdogan achou por bem deixar durante a inauguração do novo edifício da Associação Turca para as Mulheres e para a Democracia

“Uma mulher que rejeita a maternidade, que se abstém de estar por casa, independentemente de quão bem-sucedida a sua vida profissional seja, é deficiente, é incompleta”, afirmou o Presidente turco num polémico apelo deixado às mulheres do seu país.

Falando esta domingo durante a inauguração do novo edifício da Associação Turca para as Mulheres e para a Democracia, Recep Tayyip Erdogan disse que embora seja um forte apoiante de que as mulheres tenham carreiras profissionais tal não deve representar um “obstáculo” para que tenham filhos.

“Rejeitar a maternidade significa rejeitar a Humanidade”, afirmou o Presidente. “Famílias fortes conduzem a nações fortes”, acrescentou, aconselhando cada mulher turca a ter pelo menos três filhos, a bem do país. Frisou ainda que a Turquia tem “grandes objetivos” e para alcançá-los é necessário que “cada membro da nação seja mobilizado”.

Recomendações que surgem, apesar de na Turquia os índices de natalidade se manterem claramente positivos, ao contrário da tendência dominante nos países ocidentais. Emk 2015, a Turquia atingiu os 78,7 milhões de pessoas, com uma taxa de crescimento de 1,3% (na Europa apenas a Alemanha tem uma população superior). No ano 2000, a população da Turquia não atingia os 68 milhões.

Esta segunda-feira Erdogan voltaria à carga, afirmando que o planeamento familiar e a contraceção não são para famílias muçulmanas.

Pai de quatro filhos, o Presidente turco tem recorrentemente causado indignação entre ativistas com as suas declarações neste âmbito. Anteriormente, já havia qualificado o controlo de natalidade como “traição”.