Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Divulgada imagem de fragmento do míssil russo que abateu avião da Malaysia Airlines

  • 333

O fragmento do míssil foi encontrado próximo do local onde caiu o aparelho em 2014, no leste da Ucrânia, causando a morte das 298 pessoas que seguiam a bordo

A equipa que está a realizar a investigação criminal da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines em julho de 2014 no leste da Ucrânia divulgou uma imagem de um fragmento de míssil encontrado no local do acidente.

A informação foi esta segunda-feira avançada pelo portal noticioso holandês “DutchNews”, que precisou que a equipa de investigação, liderada pelo Ministério Público holandês, referiu que a imagem agora publicada mostra o pulverizador de um míssil terra-ar BUK, de fabrico russo.

Após a análise dos fragmentos do aparelho, o Departamento de Segurança da Holanda, encarregado do inquérito à queda do MH17, concluiu, em outubro de 2015, que um míssil BUK modelo 9N314M tinha sido responsável pelo desastre.

Segundo o relatório final da investigação do Departamento de Segurança da Holanda, o avião Boeing 777 da Malaysia Airlines, que fazia o voo MH17 entre Amesterdão (Holanda) e Kuala Lumpur (Malásia), foi abatido, quando sobrevoava o leste da Ucrânia a 17 de julho de 2014, por um míssil terra-ar BUK, de fabrico russo, que atingiu o aparelho do lado esquerdo do ‘cockpit’.

Uma equipa do Ministério Público holandês continua a trabalhar para identificar o local exato do lançamento do míssil, de forma a levar os responsáveis à justiça.

De acordo com Eliot Higgins, criador do ‘site’ britânico de jornalismo de investigação independente Bellingcat, o pulverizador do míssil foi encontrado em 2015.

A Rússia tem negado o seu envolvimento no incidente e rejeita as acusações dirigidas aos combatentes separatistas pró-russos presentes no leste da Ucrânia.

Todas as 298 pessoas (tripulantes e passageiros) que estavam a bordo do voo MH17 morreram.
Entre as vítimas do acidente encontravam-se 196 cidadãos holandeses.

O conflito no leste ucraniano, o mais sangrento na Europa desde a guerra dos Balcãs na década de 1990, começou em abril de 2014.