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UE tem de abandonar “sonho utópico” de mais integração como forma de combate ao euroceticismo

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OLIVIER HOSLET / EPA

Aviso foi feito pelo próprio presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk

A menos de um mês do referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia e depois de uma sondagem recente divulgada pelo “Guardian” esta semana dar um ligeiro avanço aos que apoiam o cenário Brexit, Donald Tusk declarou esta quinta-feira que o bloco europeu tem de abandonar os “sonhos utópicos” de mais e mais integração como forma de combater o crescente euroceticismo.

Em vez disso, defende o presidente do Conselho Europeu, os líderes da UE devem concentrar-se em medidas práticas como o reforço das fronteiras e uma união bancária, que convençam os cidadãos do bloco de que vale a pena pertencer-lhe, incluindo os britânicos, que ditarão “consequências dramáticas” para todos caso decidam sair da UE no próximo dia 23 de junho. Em vez de sonharem, todos os responsáveis europeus devem investir a mesma energia e empenho em defender a UE que aqueles que defendem o fim dela.

“Não existe pior perspectiva para a economia europeia do que o presságio de um triunfo das forças políticas anti-liberais e eurocéticas, quer sejam de direita ou de esquerda”, declarou Tusk numa conferência de líderes empresariais a decorrer em Bruxelas esta quinta-feira. “Temos e devemos evitar este cenário.”

Também esta quinta-feira, a partir de Madrid, o chefe do Executivo espanhol, Mariano Rajoy, avisou que as “consequências para os cidadãos britânicos serão muito negativas” caso decidam saltar fora do bloco dos 28, já que deixam de ter o direito de viajar livremente, trabalhar e fazer negócios na maior área económica do mundo. Há mais de 300 mil britânicos a viver em Espanha atualmente, cerca de 35% dos quais na reforma.