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Trabalhadores do metro de Paris juntam-se à greve contra reforma laboral

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MATTHIEU ALEXANDRE

Empresa estatal ferroviária SNCF antecipa que impacto da greve no setor dos transportes públicos será limitado. Paralisação geral acontece a pouco mais de duas semanas de começar o campeonato europeu de futebol

Os trabalhadores do metro e dos comboios suburbanos de Paris juntaram-se esta quinta-feira, como previsto, à greve geral que está a ser cumprida desde o início da semana na rede nacional ferroviária e noutros setores da sociedade francesa contra uma contestada reforma laboral que o Governo de François Hollande pretende introduzir.

O reforço da paralisação geral acontece a pouco mais de uma semana de começar o Europeu de Futebol, antecipando-se que também os trabalhadores portuários se juntem hoje à greve e levem a cabo protestos contra os planos do Executivo socialista que, dizem os críticos, vão facilitar os despedimentos e piorar as condições de trabalho no país.

De acordo com a BBC, os protestos e greve dos trabalhadores ferroviários e dos portos marítimos de França estão diretamente relacionados com o alargamento previsto do horário de trabalho, mas acontecem numa altura de crescente tensão social contra os planos de reforma laboral de Hollande. O país sofre também com a falta de combustível desde que as refinarias petrolíferas e centrais nucleares ficaram paralisadas na sequência protestos organizados pelas maiores centrais sindicais do país.

O canal britânico diz que o impacto da greve no setor dos transportes públicos em Paris deverá ser limitado, com base em estimativas da empresa estatal ferroviária SNCF. Na rede nacional de comboios, é esperado que cerca de 60% dos comboios de alta velocidade e que entre um terço e metade dos outros serviços estejam a funcionar com relativa normalidade.