Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Polícia de Cincinnati vai investigar circunstâncias da morte do gorila Harambe

  • 333

Em comunicado, departamento da polícia avançou que investigação “tem apenas a ver com as ações dos pais/família” da criança de três anos que caiu à jaula de um gorila “e não está relacionada com a operação ou segurança do jardim zoológico”

O procurador do condado de Hamilton, onde fica situado o jardim zoológico de Cincinnati, informou os media locais de que a polícia daquela cidade vai investigar o incidente que conduziu à morte de um gorila de uma espécie ameaçada no passado sábado. Quando esse inquérito estiver concluído, acrescentou Joseph Deters, o seu gabinete irá reunir-se com os investigadores para "decidirem sobre possíveis acusações criminais".

De acordo com o departamento da polícia de Cincinnati, no estado norte-americano do Ohio, em comunicado, a investigação "tem apenas a ver com as ações dos pais/família que conduziram ao incidente e não está relacionada com a operação ou segurança do zoo".

No sábado, durante uma visita ao jardim zoológico, um menino de três anos caiu para dentro de uma jaula a céu aberto onde vivem alguns gorilas de dorso prateado, uma espécie sob ameaça de extinção. Harambe, um desses gorilas, de 17 anos e 220 quilos, foi o único que reparou na criança, aproximando-se dela e agarrando-a e arrastando-a pela água, num episódio que culminou no abate do animal pelos tratadores do zoo para protegerem a vida do menino.

Em alguns dias, nasceu nas redes sociais o movimento "Justiça para Harambe", que esta quarta já contabilizava mais de 132 mil seguidores; os seus fundadores e apoiantes defendem que o jardim zoológico agiu com negiglência, por não ter recorrido a dardos tranquilizantes antes de decidir matar o gorila a tiro.

Na terça-feira, o diretor do zoo de Cincinnati, Thane Maynard, defendeu as ações da equipa de tratadores numa conferência de imprensa, dizendo que só condena a reação quem não estava lá e quem não conhece os gorilas desta espécie. Ao final do dia, a Stop Animal Exploitation Now, um grupo sem fins lucrativos de defesa dos direitos dos animais, apresentou uma queixa federal contra o jardim zoológico junto do Departamento de Agricultura dos EUA.

Para além das críticas aos funcionários do zoo, também os pais da criança têm sido duramente criticados nas redes sociais por não terem tomado conta do filho e não terem impedido que este caísse à jaula com alguns metros de profundidade.

Várias testemunhas no local disseram à polícia que o gorila Harambe se aproximou do menino para o proteger e que só começou a arrastá-lo pela água por causa da irritação e stress causado pelos gritos das pessoas que estavam a assistir ao acontecimento.