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Internacional

Trabalhadores ferroviários em greve reforçam protestos contra reforma laboral de Hollande

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Muitos postos de abastacimento franceses estão fechados por rutura dos seus depósitos

DAMIEN MEYER / AFP / Getty Images

Greve por tempo indefinido começa esta quinta-feira e promete perturbar ainda mais o sector dos Transportes, já abalado por manifestações e paralisações nas centrais nucleares e nas refinarias petrolíferas francesas

Os trabalhadores do sector ferroviário de França vão entrar em greve na quinta-feira contra a proposta de reforma laboral do Governo de François Hollande, em mais um protesto contra o contestado projeto-lei que promete afetar ainda mais o sector dos Transportes já a braços com falta de combustível por causa de paralisações nas centrais nucleares e nas refinarias petrolíferas do país.

A greve sem termo previsto foi convocada pelos sindicatos para o final desta semana, antecipando-se um maior impacto no metro de Paris, e acontece a par de uma paralisação agendada pelos pilotos da Air France por melhores salários.

Na segunda-feira, seis das oito refinarias petrolíferas de França continuavam em suspenso ou a funcionar em serviços mínimos por causa da greve e das manifestações organizadas pelas principais centrais sindicais do país contra uma reforma que, acusam, irá abrir a porta à facilitação de despedimentos e à delapidação das condições de trabalho.

No porto de Havre, também sob forte paralisação há uma semana, os trabalhadores votaram na segunda-feira a favor de alargar a greve pelo menos até amanhã.

O adensar do braço-de-ferro em França acontece em paralelo com uma greve geral que começa esta terça-feira a vizinha Bélgica contra cortes na despesa e despedimentos: aos trabalhadores do setor ferroviário e dos guardas prisionais já em greve, vão juntar-se agentes da polícia, professores e outros funcionários públicos.

Perante a manutenção das lutas nas ruas contra a reforma laboral, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, deu a entender na semana passada que poderá alterar algumas alíneas do projeto-lei, mas sem mudanças de fundo na essência dessa proposta. A reforma é contestada não só pelos trabalhadores e pelos partidos da oposição como por vários membros do Partido Socialista de Hollande.