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Defensores do Brexit dizem que saída da UE vai corresponder a poupança de €2,6 mil milhões nas contas de eletricidade

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Matt Cardy/Getty Images

George Osborne, o chanceler do Tesouro que integra a barricada pela permanência do Reino Unido no bloco europeu, critica “economia fantasiosa” de Boris Jonhson e Michael Gove

Numa tentativa de atrair mais eleitores britânicos a apoiarem a saída do país da União Europeia no referendo de 23 de junho, Boris Johnson e Michael Gove alegam que o Brexit levaria a uma poupança de cerca de 2 mil milhões de libras (2,6 mil milhões de euros) no IVA sobre a eletricidade e o gás.

Num artigo publicado esta terça-feira no tablóide "The Sun", o ex-autarca de Londres e o ministro da Justiça, ambos membros do Partido Consevador do primeiro-ministro, David Cameron, defendem que sair da UE vai conduzir a "contas de eletricidade mais baixas para toda a gente".

Os dois deputados sustentam que esse corte no IVA pode ser alcançado através dos 11 mil milhões de libras de contribuições à Comissão Europeia que deixariam de ser gastos anualmente. "Acreditamos que a população trabalhadora ficaria melhor se sairmos da UE. O NHS [sistema nacional de saúde] ficará melhor e os impostos serão mais baixos. Teremos mais dinheiro para gastar nas nossas prioridades, os salários serão mais altos e as contas de combustível serão mais baixas. Deixar a UE é uma grande oportunidade para retomarmos o controlo das nossas fronteiras, da nossa economia e da nossa democracia."

O novo argumento a favor do Brexit já foi demolido pelos líderes da campanha a favor da permanência do Reino Unido na UE, com George Osborne a falar em "mais economias fantasiosas" da campanha Vote Leave. "Deixar a UE levaria a uma economia mais pequena, a um buraco nas finanças públicas e a impostos mais altos, incluindo o IVA", defende o chanceler do Tesouro britânico, citado pelo "The Independent".

Atualmente, aponta o mesmo jornal, o IVA de 5% acrescenta mais de 60 libras às contas domésticas de eletricidade. Esse imposto foi introduzido em 1993 pelos conservadores, seis meses depois da "Quarta-feira Negra" em que a economia da Grã-Bretanha sentiu os duros efeitos de ter ficado de fora do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio após a aprovação do Tratado de Maastricht com vista à futura implementação da moeda única.

Também de acordo com o "The Independent", Chris Grayling, outro membro do Governo Cameron a favor do Brexit, vai defender esta terça-feira que Bruxelas está a planear uma nova tomada de poder de enormes proporções que terá um impacto negativo nas vidas dos britânicos se escolherem permanecer na UE.