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Políticos tailandeses já podem viajar outra vez

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A Junta Militar que governa o país retirou as restrições sobre as viagens aos líderes políticos.

Sofia Sirigado

Ao que tudo indica, a Junta Militar que governa na Tailândia desde o golpe de Estado de maio de 2014 irá retirar, já durante esta semana, as restrições às viagens dos líderes políticos ao estrangeiro, impostas desde há dois anos.

As restrições serão levantadas a todos os que não tenham qualquer caso judicial pendente. Esta medida exclui, portanto, dirigentes políticos que, como a ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, estejam sob suspeitas criminais. Yingluck é acusada de corrupção por ter aplicado de forma negligente os subsídios à produção de arroz.

Esta não é a primeira restrição a ser retirada. Há já alguns meses que o Governo militar tailandês tem vindo a aliviar os impedimentos mais rígidos à atividade política. O general Prawit Wongsuwan, vice-primeiro-ministro, afirmou que esta ação demonstra a confiança que as autoridades militares têm nos líderes políticos: "Os políticos que não tenham casos judiciais pendentes poderão viajar. Ir ao estrangeiro e participar em atividades políticas dependerá somente deles".

Esta medida está a ser aplaudida por políticos de todas as fações. Alguns vão mais longe e dizem que as restrições sobre as viagens nunca deveriam ter sido impostas, como é o caso de Samart Kaewmeechai, membro do partido tailandês Pheua, que dirigiu o Governo deposto em 2014. O político que disse à agência Reuters que "a junta não devia ter posto restrições desde o princípio".