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Cinco capacetes azuis mortos em ataque no Mali

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PASCAL GUYOT/GETTY

Pela primeira vez, membros da missão de paz das Nações Unidas foram mortos num ataque no Mali. Vítimas serão oriundas do Togo

A violência crescente no Mali fez as primeiras vítimas entre os soldados da paz. Pelo menos cinco capacetes azuis foram mortos numa emboscada no centro do país, anunciaram esta segunda-feira as Nações Unidas (ONU).

“Segundo informações preliminares, cinco capacetes azuis foram mortos. Outro ficou gravemente ferido e foi retirado do local”, refere um comunicado da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA).

Embora a ONU não confirme a nacionalidade das vítimas, uma fonte policial disse que são todas oriundas do Togo e que o ataque ocorreu a cerca de 50 quilómetros da cidade de Mopti.

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon já condenou o atentado no Mali e prestou condolências aos familiares das vítimas.“O secretário-geral apresenta as mais sentidas condolências às famílias dos cinco capacetes azuis que morreram pela caus ada paz e ao governo e às pessoas de Togo [conforme tudo indica]”, declarou um porta-voz da ONU, apelando à ação rápida dos autoridades na identificação dos responsáveis para que possam responder perante a Justiça.

O chefe da MINUSMA Mahamat Saleh Annadif também condenou o atentado terrorista .“Condeno altamente este crime abjeto que se junta a outros atos terroristas que atingem os membros da Força de Manutenção de Paz da ONU, o que constituem crimes contra a Humanidade”, disse por sua vez Mahamat Saleh Annadif.

Este atentado surge depois de cinco soldados do Mali terem morrido e outros quatro terem ficado feridos na sequência da explosão de uma mina quando passou o veículo em que seguiam.

Em março, o edifício que alberga a missão militar da União Europeia em Bamako, capital do Mali, também foi alvo de um ataque. No entanto, não foram registadas vítimas entre os 600 militares da UE.

Desde 2012, várias fações militares estão envolvidas em confrontos no Mali, sobretudo na região norte que está sob o controlo de grupos terroristas ligados à Al-Qaeda. No início de 2013, a operação militar internacional, liderada pela França, foi responsável pela expulsão de vários jiadistas da região, no entanto, continuam a repetir-se episódios de violência.