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Expresso

Internacional

Reino Unido reforça presença naval na costa da Líbia para combater tráfico de pessoas e armas

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HMS Enterprise, da Marinha Real britânica, já está a patrulhar o Mediterrâneo perto da costa líbia

MATTHEW MIRABELLI

David Cameron prometeu aos parceiros do G7 reunidos no Japão que vai enviar um segundo navio da Marinha britânica para as águas territoriais líbias, no mesmo dia em que um novo naufrágio provocou a morte de pelo menos 30 refugiados

O Reino Unido vai enviar um segundo navio da Marinha para as águas da Líbia, no Mediterrâneo, a fim de ajudar a missão europeia a combater o crescente tráfico de pessoas e armas.

A garantia foi dada pelo primeiro-ministro britânico na cimeira dos chefes de Governo do G7 que decorreu na quinta-feira na cidade japonesa de Sendai, com David Cameron a declarar que o seu país está preparado para assumir "um papel de liderança ativo" no combate ao tráfico na Líbia.

Neste momento, o Reino Unido já tem um navio, o HMS Enterprise, a patrulhar as águas líbias. Para que possa enviar mais um vaso de guerra para aquela zona do Mediterrâneo, é necessário que a União Europeia aprove o alargamento da sua missão naval ao largo da costa da Líbia.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que mais um naufrágio de um barco que transportava centenas de refugiados de várias nacionalidades ter provocado a morte de pelo menos 30 pessoas, com outras 70 a serem resgatadas com vida pela operação da UE.

No encontro de quinta-feira, os líderes das sete maiores economias mundiais chegaram a um acordo para pedir à ONU que aprove o alargamento da atual missão de patrulha do Mediterrâneo para que o segundo navio de guerra da Marinha britânica possa travar e apreender barcos suspeitos de tráfico de armas para os militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) a atuar na Líbia.