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Líderes do G7 avisam que Brexit vai “pôr em causa o crescimento global”

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STEPHANE DE SAKUTIN

Na declaração final do seu encontro em Sendai, no Japão, chefes de Governo das sete maiores economias e o líder da União Europeia avisaram que saída do Reino Unido do bloco vai reverter tendência crescente de trocas comerciais, emprego e investimento a nível mundial

Os chefes dos Governos de Itália, da Alemanha, dos Estados Unidos, do Japão, de França, do Reino Unido e do Canadá, a par do presidente da Comissão Europeia, avisaram esta sexta-feira, ao segundo dia do encontro do G7 no Japão, que uma saída do Reino Unido do bloco europeu vai representar uma "séria ameaça ao crescimento global".

Na sua declaração final, o grupo dos sete países mais industrializados mais a UE avisaram que, se o referendo do próximo dia 23 de junho efetivar o cenário Brexit, tal irá reverter a tendência global de crescimento do investimento, emprego e trocas comerciais — tendência essa que é apresentada pelo grupo como uma prioridade para lidar com as ameaças à segurança e economia mundiais.

David Cameron, o primeiro-ministro britânico, continua a fazer campanha pela manutenção do país no bloco dos 28, com as sondagens mais recentes a sugerirem que os que pertencem a essa barricada já ultrapassaram os que defendem o Brexit nas intenções de voto. A menos de um mês do antecipado plebiscito, é a primeira vez que tal acontece, com os inquéritos anteriores a preverem sempre um empate entre os dois lados, o que tem tornado difícil antever o resultado do referendo.

Desde que Cameron convocou a consulta em fevereiro, todas as grandes instituições transnacionais, como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), têm-se colocado ao lado ds que querem continuar a integrar a UE, não sendo uma surpresa que também o G7 apoie a manutenção desse statu quo.

Este fim-de-semana, é esperado que os ministros das Finanças dos sete países cheguem à mesma conclusão que também o governador do Banco Central do Japão, Haruhiko Kuroda, defendeu numa entrevista à BBC antes do início das reuniões em Sendai, capital da província nipónica de Miyagi.