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Donald Trump já tem delegados suficientes para garantir nomeação republicana

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carlo allegri/reuters

Entre os delegados eleitorais pré-atribuídos e aqueles que não têm disciplina de voto, Donald Trump já conseguiu ultrapassar a fasquia mínima de 1237 necessários para ser confirmado como o candidato republicano às presidenciais de novembro

Donald Trump já era o candidato virtual do Partido Republicano à Casa Branca desde que, há cerca de um mês, os seus dois rivais na corrida à nomeação, Ted Cruz e John Kasich, desistiram da disputa. Mas para todos os efeitos, não passava disso, enquanto não garantisse o mínimo de 1237 delegados que um candidato desse partido precisa para concorrer às presidenciais marcadas para 8 de novembro.

Essa fasquia foi ultrapassada por Trump na quinta-feira, com 15 delegados sem disciplina de voto do Dakota do Norte a ajudarem-no a acumular 1239 delegados que em julho irão votar a favor da sua candidatura na Convenção Nacional Republicana.

Ao longo de meses, Trump conseguiu derrotar os outros 16 aspirantes à nomeação republicana, surpreendendo a cada etapa do processo de primárias os que nunca julgaram que o magnata e ex-estrela de reality shows conseguisse e uma larga maioria do partido conservador que não queria vê-lo a disputar a presidência.

Neste momento, o partido continua dividido entre os que o apoiam e os que querem encontrar uma forma de impedir a sua nomeação. Apesar de já ter o mínimo de delegados necessários para vencer, até ser "eleito" pelos membros do partido no encontro que vai decorrer entre 18 e 21 de julho em Cleveland, no Ohio, Trump continuará a ser o candidato presumível às eleições nacionais.

A derradeira hipótese de impedir a sua nomeação é o Partido Republicano apresentar um candidato independente que não tenha participado nas primárias e que, nessa convenção, consiga chamar a si os delegados sem disciplina de voto e o total de 879 delegados eleitorais que foram escolhidos pelos eleitores republicanos para apoiarem Cruz, Kasich e Marco Rubio.