Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Barack Obama faz visita histórica a Hiroshima mas não vai pedir desculpa pela bomba nuclear

Em abril, chefes da diplomacia do G7 prestaram homenagem às 140 mil vítimas do ataque nuclear de agosto de 1945 na cidade nipónica

TOSHIFUMI KITAMURA

Presidente norte-americano torna-se esta sexta-feira o primeiro líder dos EUA em funções a visitar a cidade desde o ataque de agosto de 1945, na reta final da II Guerra Mundial

O Presidente norte-americano vai visitar a cidade japonesa de Hiroshima esta sexta-feira, naquela que é a primeira visita oficial de um líder dos EUA em funções à cidade atingida pela primeira de duas bombas nucleares lançadas pelo país contra o Japão durante a II Guerra Mundial.

A visita está programada para hoje depois da cimeira do G7, que na quinta-feira reuniu na cidade de Sendai os líderes das sete maiores economias mundiais e o Presidente da Comissão Europeia.

Quando a visita foi anunciada há menos de um mês pela Casa Branca, foi garantido que Obama não irá pedir desculpas oficiais pelo ataque nuclear de 6 de agosto de 1945, que provocou a morte de mais de 140 mil pessoas, dois dias antes de uma segunda bomba nuclear ter sido largada sobre a cidade de Nagasaki, matando mais 74 mil civis.

Ainda assim, o Presidente norte-americano irá homenagear as vítimas desse ataque, depois de na quinta-feira ter declarado aos media nipónicos que a sua visita histórica demonstra "que até ex-adversários podem tornar-se os mais fortes aliados".

"Hiroshima recorda-nos que a guerra, independentemente das causas d dos países envolvidos nela, resulta em tremendo sofrimento e perdas, especialmente de civis inocentes", escreveu Obama no jornal "Asahi".

Em abril, no âmbito de um primeiro encontro do G7 no Japão, o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, já tinha visitado a cidade, depois de, com os parceiros, ter assinado a "Declaração de Hiroshima" onde reafirmaram o compromisso com a "procura de um mundo mais seguro para todos e a criação das condições para um mundo sem armas nucleares de forma a promover a estabilidade internacional”.