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Donald Tusk: G7 precisa de uma “posição clara e firme”

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IAN LANGSDON/ EPA

Donald Tusk disse que a posição do Conselho Europeu em relação à anexação da Crimeia pela Rússia, que inclui a imposição de sanções económicas, não vai mudar enquando os acordos de Minsk não forem totalmente implementados

Os países do G7 têm de adotar uma “posição clara e firme” sobre as controversas reivindicações marítimas da China e a anexação da Crimeia pela Rússia, disse esta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

À margem da cimeira do G7, que decorre no Japão, Tusk alertou que o que está em causa é a credibilidade do ‘clube das nações ricas’.

“O teste à nossa credibilidade no G7 é a nossa capacidade de defender os valores comuns que partilhamos”, disse.

“Só vamos passar neste teste se adotarmos uma posição clara e firme sobre cada tópico das nossas discussões (…) Refiro-me em particular ao tema da segurança marítima e ao dos mares do Sul e Leste da China e à questão da Rússia-Ucrânia”, afirmou.

Segundo Tusk, para defender estes valores comuns, “não basta acreditar neles”, é também preciso estar “pronto para os defender”.

Pequim reivindica a maior parte do Mar do Sul da China, o que gera discordância das Filipinas e Vietname.

A China tem também uma disputa com o Japão em relação a ilhas no Mar do Leste da China.

“A política do G7 é clara: qualquer reivindicação marítima ou territorial deve ser baseada na lei internacional e qualquer disputa territorial deve ser resolvida por meios pacíficos. Ação unilateral e uso de força ou coerção não serão aceites”, defendeu.

Quanto à anexação da Crimeia pela Rússia, Tusk indicou que a União Europeia e o G7 continuam a acreditar que se trata de uma crise “que só pode ser resolvida em total respeito pela (…) lei internacional, especialmente a obrigação legal de respeitar a soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia”.

“Quero afirmar claramente que a nossa posição em relação à Rússia, incluindo sanções económicas, não vai mudar enquanto os acordos de Minsk não forem totalmente implementados”, afirmou.