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Procuradoria quer pena de morte para neonazi que abateu nove negros numa igreja dos EUA

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Randall Hill / Pool / Getty Images

Dylan Roof, agora com 22 anos, matou nove pessoas a tiro numa igreja de maioria afro-americana em Charleston, na Carolina do Sul, em junho do ano passado. Equipa de acusação diz que crime foi motivado por um ideal deturpado de supremacia branca

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu esta terça-feira a pena de morte para Dylan Roof, o racista branco de 22 anos responsável pelo tiroteio que, em junho do ano passado, provocou a morte de nove pessoas numa igreja afro-americana de Charleston, na Carolina do Sul.

A procuradora-geral norte-americana Loretta Lynch diz que a "natureza do alegado crime e os danos resultantes" foram fatores na proposta da sentença. Roof, que as autoridades dizem ter sido motivado por uma ideologia de supremacia branca, participou num estudo da Bíblia na histórica igreja episcopal metodista Emanuel durante uma hora antes de abrir fogo sobre os presentes, abatendo a tiro nove negros, incluindo o reverendo Clementa Pinckney, que foi membro do Senado da Carolina do Sul pelo Partido Democrata.

O norte-americano está a ser julgado por 33 acusações de crimes de ódio, obstrução à religião e ofensas relacionadas com armas de fogo, com a polícia a acusá-lo no julgamento de ter escolhido as vítimas pela sua raça.

O massacre de há quase um ano relançou um debate sobre as relações raciais nos Estados Unidos e provocou uma luta popular contra a bandeira da Confederação, que muitas instituições e cidadãos da Carolina do Sul e de outros estados norte-americanos continuam a usar apesar de ser um símbolo racista que remonta à escravatura de negros no país, após terem surgido fotografias publicadas por Roof nas redes sociais onde o suspeito aparece a envergar esse símbolo.