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Trump ultrapassa Clinton pela primeira vez nas sondagens nacionais

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ROB KERR / AFP / Getty Images

Magnata populista que é o candidato virtual do Partido Republicano às presidenciais de novembro surge à frente da ex-secretária de Estado em três novas sondagens de intenções de voto

Pela primeira vez desde que Donald Trump ficou sozinho na corrida pela nomeação do Partido Republicano, o candidato virtual dos conservadores às eleições presidenciais de novembro surge à frente da provável rival democrata, ainda que por uma curta margem nas intenções de voto.

De acordo com a última sondagem do Real Clear Politics, que divulga semanalmente a média de intenções de voto dos norte-americanos para as mais disputadas eleições da história recente dos Estados Unidos, o magnata populista angaria neste momento 43,4% das intenções contra 43,2% para Hillary Clinton.

Esse cálculo tem por base as mais recentes sondagens cujos resultados foram divulgados no final da semana passada por várias cadeias de televisão e jornais norte-americanos. De acordo com a ABC News e o "Washington Post", Trump soma neste momento 46% das intenções de voto contra 44% para a ex-secretária de Estado de Barack Obama. Num inquérito de opinião para a NBC News e o "Wall Street Journal", o magnata do imobiliário mantém essa taxa de popularidade mas Clinton surge com 43% dos votos, contra uma outra sondagem da Fox News em que Trump tem 45% das intenções e Clinton 42%.

A mais recente consulta da CBS News e do "New York Times" é a única que mantém a provável candidata do Partido Democrata à frente do rival republicano, com 47% contra 41% das intenções de voto.

O aparente momentum de Trump surge depois de duas semanas de conversas de bastidores no Partido Republicano, inicialmente oposto à nomeação do magnata xenófobo e incendiário mas que agora parece começar a unir-se em torno dele. Depois de reuniões de líderes republicanos no Congresso na sexta-feira e durante o fim de semana, Trump angariou mais apoios entre as fileiras do partido conservador, à exceção do líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Paul Ryan, que esta segunda-feira voltou a recusar-se a dar o seu apoio formal ao candidato.

No domingo, durante uma entrevista com a NBC, Clinton declarou que as mais recentes sondagens não valem de nada nesta altura. "Elas certamente não representam nada para mim", declarou a provável candidata democrata. "Penso que as pessoas vão olhar para trás e perceber que elas não significam nada quando analisarem o que vai acontecer no outono."

Apesar de continuar a disputar a nomeação democrata com o senador pelo Vermont Bernie Sanders, Clinton garante que vai ser ela a candidata do partido às presidenciais de 8 de novembro, apoiando-se no avanço que tem sobre o rival em número de delegados eleitorais. Neste momento, o processo de primárias já atribuiu à ex-chefe da diplomacia norte-americana 1768 delegados contra os 1494 firmados por Sanders. Essa vantagem é muito superior no que toca aos superdelegados, os membros do partido eleitos para cargos de chefia ou para o Congresso que não têm disciplina de voto e que podem escolher que candidato apoiam: nesse campo, Clinton tem 525 do seu lado, contra 39 para o senador antissistema.

A próxima grande etapa das primárias acontece a 7 de junho, quando os eleitores dos estados Califórnia, Montana, New Jersey, Novo México, Dakota do Norte e Dakota do Sul vão escolher qual dos candidatos democratas querem ver a disputar a presidência com Donald Trump. Clinton e Sanders estarão a bater-se por um total de 806 delegados, com o processo de votações interno a terminar uma semana depois, a 14 de junho, com as primárias democratas em Washington DC.

Os candidatos de cada partido serão formalmente anunciados em meados de julho, depois das respetivas convenções nacionais republicana e democrata. Para conseguir a nomeação republicana, um candidato precisa de um mínimo de 1237 delegados; do lado democrata, a fasquia mínima está nos 2383.