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Presidente sul-africano tenta não voltar a ser alvo das 783 acusações

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KIM LUDBROOK/EPA

As acusações por corrupção haviam sido abandonadas em 2009, por motivos processuais, poucas semanas antes das eleições que levaram Jacob Zuma à presidência

O Presidente sul-africano Jacob Zuma vai recorrer da decisão de que sejam repostas as 783 acusações de corrupção de que é alvo.

“O Presidente pensa que a decisão do tribunal o afeta diretamente e está fortemente convicto de que o tribunal erra em diversos aspetos na sua decisão”, refere um comunicado divulgado pelo seu gabinete no final de segunda-feira.

O Alto Tribunal de Pretória ordenou no mês passado a revisão da decisão de 2009 do Ministério Público, que levou a que as 783 acusações de que era alvo caíssem, semanas antes das eleições que levaram Jacob Zuma à presidência. A Procuradoria deixara cair as acusações devido a motivos processuais, uma decisão que o Alto Tribunal considerou no mês passado ter sido “irracional”.

As acusações de corrupção, extorsão e fraude fiscal estão relacionadas com um negócio envolvendo contratos de armamento.

O escândalo de suborno envolve várias empresas europeias –incluindo a francesa Thomson-CSF (agora Thales), a sueca Saab e a britânica BAE Systems.

Em 2005, o conselheiro financeiro de Jacob Zuma, Schabir Shaik, foi condenado a 15 anos de prisão por ter pedido subornos à Thomson-CSF, mas foi libertado em 2009 por razões médicas.

“O Presidente Zuma crê que o recurso levanta importantes aspetos sobre a lei e sobre os factos e também crê que o recurso tem fortes perspetivas de sucesso”, referiu ainda a presidência.

O Ministério Público também declarou esta segunda-feira que irá recorrer da decisão do Alto Tribunal. Caberá agora ao Tribunal de Recurso pronunciar-se sobre a admissibilidade ou não dos recursos.