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Obama confirma morte de líder talibã em ataque com drone no Paquistão

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Corpo de um dos dois ocupantes do veículo atingido por um drone norte-americano, onde seguia o líder talibã Mullah Mansour

JAMAL TARAQAI/EPA

Comunicado da Casa Branca foi emitido à hora em que Presidente norte-americano se encontrava esta segunda-feira de manhã com o homólogo vietnamita em Hanói

Um ataque com drone (avião não-tripulado) levado a cabo pelos Estados Unidos numa província do Paquistão conduziu à morte de Mullah Akhtar Muhammad Mansour, líder dos talibãs afegãos. A notícia já tinha sido avançada pelos serviços secretos afegãos no domingo e foi esta segunda-feira confirmada pela Casa Branca, num comunicado divulgado à hora em que Barack Obama se encontrava com o homólogo vietnamita em Hanói, naquela que é a terceira visita de um chefe de Estado norte-americano ao antigo rival desde o fim da Guerra do Vietname em 1975.

Classificando a morte de Mansour como "um marco importante", é referido no comunicado que os EUA "removeram o líder de uma organização que continua a conspirar e a lançar ataques contra as forças americanas e da coligação".

"Mansour rejeitou os esforços do Governo afegão para dar início a conversações de paz sérias e para acabar com a violência que já tirou tantas vidas de homens, mulheres e crianças afegãs inocentes", refere Obama no documento. "Os talibãs deviam aproveitar a oportunidade para buscarem o único verdadeiro caminho para acabar com este longo conflito – juntarem-se ao Governo afegão no processo de reconciliação que levará à paz e à estabilidade."

Questionado pelos jornalistas em Hanói sobre a morte de Mansour, o Presidente norte-americano garantiu que o desaparecimento do líder talibã não vai representar uma alteração de estratégia da missão dos EUA no Afeganistão. "Não vamos retomar operações de combate dia a dia que estão atualmente a ser conduzidas pelas forças do Afeganistão", garantiu Obama ao lado do Presidente vietnamita, sublinhando ainda assim que Mansour era uma ameaça para as forças norte-americanas estacionadas no país e que a sua morte envia uma mensagem de que os EUA "vão proteger os seus".