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Serviços secretos afegãos confirmam morte de líder talibã

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Corpo de um dos dois ocupantes do veículo atingido por um drone norte-americano, onde seguia o líder talibã Mullah Mansour

JAMAL TARAQAI/EPA

Mullah Akhtar Mansour foi vítima de um ataque norte-americano, este sábado, junto à fronteira com o Afeganistão. A morte de Mansour está a ser encarada como uma boa notícia para o processo de paz entre o Governo afegão e os talibãs

Os serviços secretos afegãos confirmaram, este domingo, a morte o líder dos talibãs numa área remota do sudoeste do Paquistão. Mullah Akhtar Mansour foi morto no sábado por um drone norte-americano, que atingiu o carro em que seguia o líder talibã, próximo da fronteira com o Afeganistão.

John Kerry, secretário de Estado norte-americano, afirmou após o ataque que Mansour representava uma “ameaça permanente” para os funciononários dos EUA, destacados naquela região.

O Pentágono declarou que Mansour esteve “envolvido ativamente no planeamento de ataques contra estruturas em Cabul e noutros locais do Afeganistão, representando uma ameaça para os civis e as forças de segurança afegãos, para os nossos funcionários e parceiros de coligação.”

Mansour representava “um obstáculo à paz e à reconciliação entre o Governo do Afeganistão e os talibãs”, acrescentou o departamento de Defesa norte-americano. Mullah Mansour “proibia os líderes talibãs de participarem nas conversações de paz com o Governo afegão que poderiam pôr fim ao conflito”.

Opinião idêntica foi manifestada por um porta-voz do Presidente afegão Ashraf Ghani, que espera avanços concretos no processo de paz, que possam “garantir paz duradoura e estabilidade” na região.

Mullah Mansour substituiu Mullah Mohammad Omar na liderança dos talibãs em julho de 2015, depois daquele ter sido morto durante um tiroteio no Paquistão.