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México autoriza que 'El Chapo' seja extraditado para os EUA

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El Chapo foi recapturado a 8 de janeiro

EPA

Os 13 advogados que defendem Joaquín Guzmán Loera já garantiram que irão recorrer. O processo de transferência poderá prolongar-se durante vários meses

A secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros do México aprovou a extradição de Joaquín Guzmán Loera, o líder do cartel de Sinaloa conhecido como 'El Chapo', para os Estados Unidos (EUA), uma vez que as autoridades mexicanas garantiram que o traficante não terá que enfrentar a pena de morte, uma vez que esta não é permitida no México.

“Já estávamos à espera deste cenário. O nosso próximo passo é recorrer dentro de 30 dias (no tribunal federal), como está previsto na lei”, assegurou à CNN um dos 13 advogados de defesa de 'El Chapo'. A decisão deverá assim demorar meses a concretizar-se, segundo evidencia a imprensa mexicana – tal como o processo de Edgar Valdés Villareal ('La Barbie'), cuja extradição tardou quatro anos.

O objetivo da transferência do líder do cartel de Sinaloa para os EUA é garantir que este cumpra a sua pena. Joaquín Guzmán já fugiu duas vezes de prisões de alta segurança, em 2001 (vivendo dez anos como foragido) e 2015, voltando a ser detido em janeiro de 2016. As fugas aparatosas tornaram-no o traficante de drogas mais procurado do mundo.

'El Chapo' foi indiciado em 2009 por acusações de associação criminosa para tráfico de droga (importação de mais do equivalente a 342,8 mil euros de cocaína para os EUA entre 1990 e 2005) e, ainda, de homicídio, narcotráfico, delinquência organizada, posse ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Nova Iorque, Arizona, Califórnia, Texas, Ilinóis, Flórida e New Hampshire são os Estados nos quais enfrenta acusações.