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Famílias das vítimas do voo MH17 processam Putin e a Rússia

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EMMANUEL DUNAND/GETTY

Os familiares das vítimas do avião malaio que se despenhou na Ucrânia há quase dois anos pedem uma indemnização de cerca de 6,4 milhões de euros ao Estado russo e ao Presidente Vladimir Putin

Os familiares das vítimas do avião da Malaysia Airlines, que caiu no dia 17 de julho de 2014 no leste da Ucrânia, apresentaram uma queixa contra a Rússia e Vladimir Putin no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Em causa está o argumento de que o avião malaio foi abatido por um míssil fornecido por Moscovo aos separatistas pró-russos que controlavam aquela região da Ucrânia e que os passageiros tinham “direito à vida”. Nesse sentido, os familiares de 33 das vítimas pedem uma indemnização de cerca de 6,4 milhões de euros (10 milhões de dólares australianos) por cada vítima ao Estado russo e ao Presidente Vladimir Putin.

Moscovo continua, contudo, a negar responsabilidades na queda do avião malaio, devolvendo as acusações a Kiev.

Jerry Skinner, advogado e especialista da avião civil que lidera o caso, disse à BBC que os familiares têm a razão do seu lado. “Os russos não têm qualquer facto para poderem responsabilizar a Ucrânia. Nós temos factos, fotografias, toneladas de material”, explicou.

Um relatório elaborado por investigadores holandeses indicou que foi um míssil terra-ar que atingiu o aparelho.

Recorde-se que em julho passado, a Rússia vetou uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para a criação de um tribunal internacional que investigasse a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, que foi apresentada pela Austrália, Bélgica, Malásia, Holanda e Ucrânia.

No voo MH17, que partiu de Amesterdão com destino a Kuala Lumpur, seguiam 298 pessoas a bordo: 283 passageiros – a maioria holandeses (193) – e 15 tripulantes.