Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

UE ganha fortes apoios contra Brexit entre celebridades britânicas

  • 333

Os atores Jude Law, Keira Knightley e Benedict Cumberbatch integram um grupo de mais de 300 artistas e escritores que assinam uma carta aberta pela permanência no bloco europeu, publicada esta sexta-feira

Stuart C. Wilson / Getty Images

"A Grã-Bretanha não é só mais forte dentro da Europa, mas também mais imaginativa e mais criativa, e o nosso sucesso criativo global seria gravemente enfraquecido se a abandonarmos." Assim ditam mais de 300 atores, escritores, músicos e outros artistas britânicos que assinam uma carta aberta contra a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) publicada esta sexta-feira pela campanha "Britain Stronger in Europe".

Entre os signatários contam-se os famosos atores de Hollywood Jude Law, Keira Knightley e Benedict Cumberbatch, o escritor de romances policiais John Le Carré, o arquiteto Richard Rogers e a estilista Vivienne Westwood.

Na missiva contra o Brexit, o conjunto de artistas diz que "deixar a Europa seria um salto para o desconhecido para milhões de pessoas espalhadas pelo Reino Unido que trabalham nas indústrias criativas, e para milhões de outras, no país e no estrangeiro, que beneficiam do crescimento e vibração do sector cultural britânico", sublinhando que "o financiamento da UE é vital" e que o trabalho artístico transfronteiriço tem sido essencial para inúmeros projetos, desde exposições em galerias a grandes sucessos de bilheteira no cinema.

Reagindo à carta, um dos autores da série da Netflix "House of Cards", o britânico Lord Dobbs, contrapõe que o sucesso britânico na indústria "não se deve à União Europeia". "As nossas indústrias criativas estão a crescer por causa do talento que está no ADN britânico", defende o escritor, que é filiado ao Partido Conservador. "Somos líderes mundiais em diversas áreas criativas, do teatro à literatura, videojogos, longas-metragens, moda, música e muito mais. Os artistas britânicos lideram o caminho e são celebrados em todo o mundo", no que Dobbs diz ser "um sucesso que foi criado pela dedicação, trabalho árduo e extraordinárias capacidades dos nossos artistas, e não por causa da União Europeia."

De acordo com a campanha pela permanência do país no bloco, há mais de 2,2 milhões de pessoas a trabalhar nas indústrias criativas e no sector digital no Reino Unido que seriam duramente prejudicadas com a saída da UE. O seu principal argumento é que a exportação de milhares de milhões de libras dentro da União nesse âmbito tem contribuído em larga medida para a economia britânica, e que abandonar o bloco dos 28 se traduziria em impostos mais altos sobre essas exportações, por ficarem fora do mercado único europeu.

Neste momento, a apenas um mês do referendo de 23 de junho, as sondagens continuam a apontar uma enorme divisão entre o eleitorado britânico, tornando difícil antecipar qual será o resultado da consulta popular convocada em fevereiro pelo primeiro-ministro David Cameron.