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Queda de avião da EgyptAir: “Terrorismo mais provável do que falha técnica”

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SPOT TR - KIVANC UCAN / EPA

Avião caiu esta quinta-feira de manhã e seguiam 66 pessoas a bordo, incluindo um português. Ministro da Aviação do Egito aponta para a hipótese de atentado

“Se analisarmos a situação devidamente a possibilidade de um ataque terrorista é maior do que a possibilidade de um problema técnico", afirmou o ministro egípcio da Aviação, Sherif Fathy, a propósito da queda do avião da EgyptAir que seguia de Paris para o Cairo com 66 pessoas a bordo, entre os quais um português.

Responsáveis egípcios indicam que o aparelho fez duas viragens acentuadas e perdeu altitude antes da queda. Primeiro virou 90 graus para a esquerda, depois desceu dos 37 mil para os 15 mil pés, em seguida virou 360 graus para a direita.

“Terá de ter sido uma falha catastrófica, porque tudo deixou de dar sinal e eles nem terão tido tempo de enviar uma mensagem (de alerta)”, afirmou Julian Bray à Press Association. O especialista em aviação levanta a hipóte de que a deflagração de um engenho explosivo tenha causado essa “falha catastrófica”.

Há indicações de que o aparelho terá emitido um sinal de alerta, mas sem intervenção de qualquer elemento da tripulação.

“Não teria sido necessário um grande engenho (explosivo) – caso a falha técnica esteja relacionada com terrorismo – para fazer perder a pressão da cabina”, disse Will Geddes, diretor-executivo da empresa privada de segurança International Corporate Protection. No entanto, este especialista aconselha a que se tenha prudência antes que se assuma ter-se tratado de um atentado.

O piloto Chirs McGFee disse à Sky News que haveria apenas duas circunstâncias que podem ter impedido um piloto de contactar o controle de tráfego aéreo: “Uma seria ter havido intervenção humana, caso tenha sido impedido de o fazer por alguém, o que será uma situação mesmo muito, muito, muito invulgar (...). A segunda hipótese, que também seria muito inédita, é que tenha ocorrido algo no cockpit que tenha levado a que os tripulantes ficassem demasiado ocupados, a ter de lidar com o que ocorria com o aparelho no momento”. E concluiu: “A primeira coisa que se aprende ao pilotar um avião é que se lida com o problema primeiro e só depois se comunica. Quem estiver totalmente ocupado a lidar com um problema não terá tempo de falar com o tráfego aéreo”.

O aparelho da comopanhia agípcia deverá ter caído ao largo da ilha grega de Karpathos, no mar Egeu.

O voo MS804 da EgyptAir efetuava a ligação entre Paris e o Cairo. Desapareceu dos radares três horas e quarenta minutos depois de ter partido do aeroporto Charles de Gaulle, às 23h09 desta quarta-feira.

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    Informação está a ser avançada pela AFP, citando uma fonte da Guarda Costeira grega, que foi informada pelo capitão de um navio mercante sobre "uma chama no céu” a sul daquela ilha. Chefes de governo do Egito e de França não excluem, para já, qualquer possibilidade, incluindo a de atentado. O aparelho emitiu um alerta, o que indica que teria um problema técnico. Voo MS804 seguia de Paris para o Cairo com 66 pessoas a bordo, entre os quais um português, cuja identidade ainda não é conhecida

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