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Morreu o jornalista do '60 Minutos' Morley Safer

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Joe Corrigan/Getty Images

O icónico jornalista do programa da CBS faleceu esta quinta-feira, aos 84 anos, uma semana depois de se ter reformado por motivos de saúde. Um “homem humilde”, com uma “voz única” e um contador de histórias, que nos deixa um legado que vai desde “a reportagem de guerra a todos os aspetos da cultura moderna”

Foi há uma semana que o jornalista norte-americano e canadiano do programa da CBS “60 Minutos”, Morley Safer, se reformou, por motivos de saúde. Os mesmos que possivelmente levaram à sua morte esta quinta-feira, aos 84 anos, na casa em que vivia em Nova Iorque. A cadeia televisiva norte-americana anunciou esta quinta-feira a morte do jornalista que durante mais tempo esteve ao seu serviço: mais de 50 anos que lhe valeram 12 Emmy e três Peabody Awards. Mais de 60 ao serviço do jornalismo.

Uma das figuras icónicas da história do jornalismo norte-americano, não foi apenas através do famoso programa da CBS, transmitido pela SIC em Portugal, que o jornalista ficaria conhecido. Nascido em Toronto, no Canadá, em 1931, seria reconhecido pela sua integridade jornalística, histórias que contava e entrevistas que realizou, destacando-se também na cobertura de momentos históricos como a construção do muro de Berlim e a guerra do Vietname.

“Nenhum correspondente teve um leque tão extraordinário, desde reportagem de guerra a todos os aspetos da cultura moderna”, sublinha o presidente da CBS News David Rhodes. Já o apresentador da CNN Anderson Cooper recorda-o como “um escritor e repórter extraordinário, um verdadeiro senhor. Desde o seu trabalho durante a Guerra no Vietname às peças únicas e evocativas para o '60 Minutos', ele lançou os padrões pelos quais todos queremos ser jornalistas.”

Jeff Fager, produtor executivo do famoso programa da CBS, recorda a sua curiosidade e sentido de aventura, classificando os seus trabalhos como “obras de arte”. “O que torna uma história uma história de Morley é a sua voz única. E isso significa não apenas o timbre, mas a qualidade do storytelling, a sua escrita.”

Nos anos 50, Safer escreveu para vários jornais canadianos antes de se juntar à CBC como correspondente e, posteriormente, à CBS. No domingo passado, e na sequência do anúncio da sua reforma, a CBS passou um programa em sua homenagem. Uma homenagem a “um homem humilde que nunca espera atenção”, como o descreve Fager.