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Internacional

Caças chineses intercetam avião militar americano sobre o Mar da China

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O Pentágono afirma que a interceção foi feita de forma "perigosa". Pequim, por sua vez, exige que a vigilância feita por Washington perto da China termine.

Sofia Sirigado

Dois aviões chineses intercetaram uma aeronave americana na terça-feira. O caso só foi confirmado um dia depois pelo Pentágono e , segundo o seu porta-voz, Jeff Davis, o avião levava a cabo "uma patrulha de rotina" em espaço aéreo internacional. Os dois aviões de caça chineses voaram a cerca de 15 metros de distância do avião dos Estados Unidos, ato que foi considerado "perigoso".

O incidente ocorreu uma semana depois um caso semelhante ter acontecido, quando um navio americano navegou demasiado próximo da ilha artificial construída pelos chineses no meio do Mar do Sul da China, zona cuja soberania é reclamada por vários países e constitui um dos principais focos de atrito no hemisfério Sul.

A China reivindica quase a totalidade do Mar do Sul da China, uma zona estratégica para o comércio mundial igualmente reclamada por outros países, como o Vietname, as Filipinas, a Malásia e o Brunei. Os incidentes da últimas semanas aconteceram, possivelmente, para aumentar a tensão que existe em torno desta reivindicação.

Washington acusa Pequim de militarizar o Mar do Sul da China depois de ter criado as ilhas artificiais e afirma que a interceção levada a cabo por eles esta terça-feira representa uma "ameça à segurança". Pequim, por sua vez, discorda desta afirmação. O porta-voz do Ministério do Exterior da China, Hong Leia, diz que as declarações americanas "não são verdadeiras" e acrescenta que os aviões chineses apenas estavam a patrulhar a zona próxima à província de Hainan. O aumento de patrulhas e exercícios navais dos EUA na Ásia também foi alvo de críticas por parte da China. .