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Internacional

Alemão que morreu em 2014 podia ser o ‘serial killer‘ de Frankfurt

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Manfred Seel, um arquiteto paisagista já reformado à data da morte, pode ter sido o autor de seis homicídios macabros, nunca resolvidos

Apesar de ter morrido em 2014, as autoridades alemãs estão a investigar a vida de Manfred Seel, um arquiteto paisagista já reformado à data da morte, mas que se suspeita ter sido o autor de seis homicídios macabros, nunca resolvidos.

Os casos remontam às décadas de 1970 e de 1990 e aconteceram todos na cidade de Frankfurt ou nos arredores. Cinco mulheres, prostitutas, e um jovem de 13 anos foram assassinados, tendo os crimes em comum o facto de terem sido retirados orgãos a todos os cadáveres.

Os investigadores começaram a suspeitar de Seel depois de a filha ter descoberto numa garagem alugada pelo pai os restos mortais de uma mulher. A polícia descobriu tratar-se de Britta Simone Diallo, uma prostituta, e as investigações não deixaram dúvidas quanto à mulher ter sido morta por recém-falecido arquiteto.

O alemão é também suspeito de ter assassinado Gudrun Ebel e Hatice Eruelkeroglu, em 1971, Gisela Singh, vinte anos depois, Dominiqye Monrose, em 1993, e Tristan Bruebach, em 1998. A este último o assassino cortou o pescoço, quando o jovem fazia o caminho de regresso a casa, vindo da escola.

Há outras pistas que apontam para Manfred Sell, nomeadamente o facto de as mutilações detetadas nos corpos das vítimas reproduzirem agressões semelhantes à de imagens de pornografia violenta encontradas no seu computador. Segundo a notícia da BBC, outros ficheiros estavam armazenados, contendo fotografias envolvendo canibalismo e glorificando a violência.

A polícia procura agora mais pistas que ajudem a esclarecer os crimes, procurando ouvir testemunhos de quem tenha conhecido o homem. A hipótese de existir um cúmplice não está afastada, assim como a possibilidade de terem sido mais as suas vítimas.