Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Menina raptada em Chibok encontrada na floresta da Nigéria

  • 333

“Não podemos esperar mais”, pode ler-se no cartaz exibido por uma manifestante durante a celebração dos dois anos do desaparecimento das jovens de Chibok

AKINTUNDE AKINLEYE/REUTERS

Amina Ali foi encontrada junto à fronteira com os Camarões. Tinha sido raptada há dois anos, com outras 275 raparigas, pelos jiadistas do Boko Haram

Foi encontrada com vida uma das 276 raparigas raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram em abril de 2014. As meninas foram levadas por homens armados, durante a noite, da sua escola em Chibok, no nordeste da Nigéria.

Ativistas confirmaram à BBC que se trata de Amina Ali Nkek e que a jovem foi encontrada por um grupo de vigilantes na terça-feira passada, na floresta de Sambisa, perto da fronteira com os Camarões.

Terá sido identificada por um membro de um grupo de civis criado para combater os islamitas radicais do Boko Haram, que a reconheceu. A BBC avança que a menina vivia na cidade de Mbalala, a sul de Chibok, e que terá sido encontrada na companhia de um bebé. Há, no entanto, versões contraditórias. Segundo o “Guardian”, um familiar da jovem terá afirmado que ela foi encontrada grávida no meio da floresta.

O paradeiro das restantes jovens raptadas permanece incerto, apesar dos constantes apelos das suas famílias para que sejam libertadas. Algumas, poucas, conseguiram escapar nas horas seguintes ao rapto dos camiões em que foram transportadas, mas 219 nunca regressaram a casa.

Um duro calvário

Um mês após o rapto, em maio de 2014, cerca de 100 destas jovens foram reconhecidas pelos familiares num vídeo publicado na Internet. Estavam vestidas com o véu islâmico e junto delas posavam os seus captores.

Quando se cumpriram dois anos do seu desaparecimento, 15 destas meninas foram identificadas pelos seus pais num outro vídeo divulgado pela CNN. Nestas novas imagens divulgadas em abril de 2016 - que terão sido recolhidas em dezembro passado - as raparigas também estavam cobertas com véus islâmicos enquanto se identificavam para a câmara.

O rapto das estudantes de Chibok chocou o mundo e motivou uma campanha de solidariedade nas redes sociais, a que foi dado o nome #BringBackOurGirls (devolvam as nossas meninas). Nela estiveram envolvidas a primeira-dama norte-americana Michelle Obama e uma série de outras personalidades internacionais.