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Sob crescentes pressões, Bernie Sanders bate-se com Hillary Clinton pelo Kentucky e Oregon

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Joe Raedle

Muitos democratas acusam o senador pelo Vermont de estar a reduzir as hipóteses da rival sobre Donald Trump, o derradeiro candidato à nomeação republicana

Esta terça-feira é dia de nova etapa das primárias norte-americanas, desta vez nos estados de Oregon e Kentucky, onde Bernie Sanders espera alcançar duas vitórias importantes para calar os que, dentro do partido democrata, o acusam de não saber perder e de estar a pôr em risco as hipóteses de derrotar o incendiário Donald Trump nas presidenciais de novembro ao não se afastar para dar a nomeação a Hillary Clinton.

Apesar de ter sido o senador pelo Vermont a vencer as duas últimas votações do partido, no Indiana a 3 de maio e na Virginia Ocidental a 10 de maio, a ex-secretária de Estado continua a dominar em número de delegados eleitorais que a representarão na Convenção Nacional do partido em julho.

Neste momento, Clinton já garantiu 94% dos delegados necessários para garantir a nomeação, firmando vitórias em 24 estados contra os 19 que escolheram Sanders. Em número de delegados, Clinton vai à frente com 1716 contra os 1433 de Sanders.

A diferença que os separa é pequena nesta contagem mas não em número de superdelegados, membros do partido na sua maioria eleitos para cargos oficiais que têm liberdade de escolha na hora de apoiar um candidato (por exemplo, um senador da Florida que decide apoiar Sanders apesar de a maioria dos habitantes do seu estado ter votado em Hillary); neste campo, a aliada de Barack Obama vai bem mais à frente, com 524 superdelegados contra os 40 que já optaram por Sanders.

Para garantir a nomeação democrata, um candidato precisa de garantir um mínimo de 2383 delegados. No partido republicano, a base necessária de apoios na Convenção Nacional é de 1237 delegados.

Em disputa esta terça-feira estarão 61 delegados no Kentucky, onde o modelo de primárias é fechado, significando que apenas eleitores registados como democratas podem votar. Isto faz pender a balança para Clinton, a candidata do sistema, contra um homem que, apesar de ter uma carreira política ligada ao partido, é historicamente um independente.

No outro estado a votos, o Oregon, haverá 74 delegados democratas em disputa; aqui, a votação decorre exclusivamente por email e os republicanos também serão chamados a votar em primárias, antevendo-se naturalmente a vitória de Trump, que já tem a nomeação praticamente garantida.

O longo processo de primárias iniciado em fevereiro está na sua reta final. Depois das votações desta terça-feira, haverá mais cinco etapas até estar concluído:

A 24 de maio há primárias republicanas no estado de Washington. A 4 de junho, os habitantes das Ilhas Virgens serão chamados a participar no caucus democrata para optarem entre Clinton e Sanders; um dia depois, o mesmo acontecerá em Puerto Rico (os republicanos tiveram o seu processo de primárias nos dois territórios associados em março).

Dentro de três semanas, a 7 de junho, acontece a última superterça-feira da corrida, quando os estados da Califórnia, Montana, New Jersey, Noxo México, Dakota do Norte e Dakota do Sul irão votar a distribuição dos delegados eleitorais. Do lado republicano, haverá 303 em disputa em todos os estados menos na Dakota do Norte, cujos 28 delegados escolherão quem querem apoiar na Convenção Nacional de julho. Do lado democrata, os dois rivais estarão a disputar um total de 806 delegados — antes das primárias de 14 de junho no distrito de Columbia, que alberga a capital, onde Clinton e Sanders disputam 45 delegados.