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Internacional

Milhares de agentes destacados para visita de funcionário chinês a Hong Kong

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Chris McGrath

Zhang Dejiang, o responsável pelas questões relacionadas com a região administrativa em Pequim, é o mais alto cargo oficial do governo chinês a visitar a ilha desde os protestos pró-democracia e contra a interferência do governo central que começaram no final de 2014

A segurança em Hong Kong foi reforçada ao máximo para receber o mais alto cargo oficial do governo central chinês a visitar a região adminisrativa desde os protestos pró-democracia que tiveram lugar em 2014 e que reuniram nas ruas dezenas de milhares de habitantes em manifestações contra a interferência de Pequim.

Mais de seis mil agentes da polícia foram destacados para a visita de Zhang Dejiang, responsável pelos assuntos relacionados com Hong Kong em Pequim, que aterra esta terça-feira na ilha. O uso de drones está banido e nas áreas centrais de Hong Kong foram erguidas barreiras altas para manter Deijang protegido, perante a convocatória de protestos por grupos pró-democracia.

Esses grupos são os mesmos que, entre o final de 2014 e o início de 2015, criaram o movimento Occupy Central exigindo eleições verdadeiramente livres e universais, ao invés do atual sistema, que prevê a nomeação de grande parte da liderança administrativa da ilha pelo governo de Pequim.

Durante os três dias de visita, Zhang, que lidera igualmente o comité permanente do Congresso Nacional do Povo, sendo por isso o terceiro mais alto cargo do regime chinês, vai participar numa conferência económica e planeia encontrar-se com um grupo de legisladores e políticos da ilha que defendem maior autonomia e menos interferência do governo central.

Esta manhã, ativistas estenderam uma faixa perto da zona onde Zhang vai aterrar, onde se lia "Quero um genuíno sufrágio universal", o mote dos protestos de 2014 e de 2015 na chamada revolução dos guarda-chuvas. As autoridades removeram essa mensagem horas antes da chegada do líder.