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J.K. Rowling defende o direito de Donald Trump ser “ofensivo”

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OLIVIA HARRIS

Ao receber o prémio PEN pelo seu trabalho em prol de um mundo mais justo, a escritora falou sobre a liberdade de expressão e o que esta significa. Quase tudo o que Trump diz “é censurável”, disse, mas deixou uma palavra de protesto contra os que o tentam silenciar

Em nome da liberdade de expressão, a escritora J.K. Rowling subiu segunda-feira à noite ao palco do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde recebeu o prémio PEN pelo seu trabalho em prol de um mundo mais justo, e acabou por defender Donald Trump. Em bom rigor, não defendeu exatamente o polémico candidato presidencial norte-americano, mas deixou uma palavra de protesto contra os que o tentam silenciar.

A criadora de “Harry Potter” começou por falar da sua própria liberdade ao escrever e também na dos seus leitores e críticos para avaliarem as suas obras, para reconhecer que a incomodam os sinais de intolerância a pontos de vista alternativos.

“Acho censurável quase tudo o que o Sr. Trump diz”, disse Rowling, que advertiu logo de seguida: mas “se alguém negar a liberdade de expressão a um adversário apenas porque se sente ofendido por ele, estará a atravessar uma linha que o aproxima dos tiranos que aprisionam, torturam e matam exatamente com base na mesma justificação”.

A escritora lembrou a petição lançada no ano passado para proibir a entrada de Trump no Reino Unido. E discordou, dizendo que o candidato tem todo o seu apoio “para vir ao meu país e aí ser ofensivo”. “A sua liberdade para falar protege a minha para o chamar ‘intolerante’.”

Esta não é a primeira vez que Rowling se pronuncia sobre Donald Trump. No final de 2015, depois de vários usuários de redes sociais terem começado a comparar o candidato republicano com Lord Voldemort, o vilão da saga “Harry Potter”, a escritora partilhou no Twitter um curto comentário: “Que horror. Voldemort estava longe de ser tão mau”.