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Internacional

Pfizer proíbe uso dos seus medicamentos para execuções nos EUA

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Spencer Platt/Getty

A segunda maior farmacêutica do mundo junta-se a duas dezenas de empresas do sector que já tinham proibido a utilização dos seus produtos nas execuções nos EUA

A Pfizer não quer estar associada à pena de morte. À semelhança de outras farmacêuticas, a Pfizer anunciou que vai proibir a venda dos seus medicamentos para serem utilizados em injeções letais nos EUA, salientando que se “opõe fortemente” a tal uso.

“Estamos a restringir a distribuição de determinados produtos que integravam os protocolos de execução de determinados estados norte-americanos”, disse a farmacêutica em comunicado.

Afirma ainda a Pfizer que desenvolve os seus produtos apenas para melhorar e salvar vidas, garantindo que vai apertar o controlo sobre todos os fármacos.

“Estamos comprometidos em garantir que os nossos produtos permanecem acessíveis aos profissionais médicos e pacientes que dependem todos os dias. Temos implementado uma estratégia global e reforçada de protocolos restritos de distribuição para um grupo selecionado de produtos para ajudar a combater a sua utilização não autorizada para a pena de morte”, declarou Dean Mastrojohn, porta-voz da Pfizer .

O diretor-executivo do Centro de Informação sobre a Pena de Morte, Robert Dunham, disse que as “substâncias que são usadas em execuções não vão ser vendidas no mercado normal farmacêutico”, frisando que isso obrigará os 31 estados norte-americanos onde a pena de morte é aplicada a repensar a administração de injeções letais.

A Pfizer, que é a segunda maior farmacêutica do mundo, junta-se assim a duas dezenas de empresas do sector que já tinham proibido a utilização dos seus produtos nas execuções nos EUA

Nos últimos 40 anos, 1436 pessoas foram condenadas à pena de morte nos Estados Unidos, das quais 175 executadas através de uma injeção letal.