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Internacional

Médicos otimistas com primeiro transplante de pénis

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Um cancro obrigou à remoção do órgão sexual de um norte-americano de 64 anos. Os médicos que lhe reimplantaram outro membro estão otimistas. “Quero voltar a ser o que era”, diz Thomas Manning

Numa cirurgia experimental – que durou mais de 15 horas –, um norte-americano foi submetido na semana passada a um transplante do pénis no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston. A operação terá sido bem-sucedida, de acordo com os médicos.

Aos 64 anos, Thomas Manning, que teve o seu órgão sexual retirado na sequência de um cancro agressivo, explica que só quer voltar a ter uma vida normal. “Quero voltar a ser o que era”, afirma o norte-americano ao “New York Times.” “Eu não podia ter uma relação com ninguém. É impossível dizer-se a uma mulher: ‘tenho o pénis amputado’”, recorda.

Curtis L. Cetrulo, o cirurgião que liderou a equipa que operou Thomas Manning, explica esta segunda-feira ao jornal norte-americano que ainda é cedo para projetar o futuro, mas que há razões para acreditar que o órgão não será rejeitado. “Estamos otimistas com cautela”, declara o médico.

Se tudo correr conforme planeado, dentro de semanas o paciente poderá urinar normalmente e em meses voltará a ter uma vida sexual ativa.

O procedimento clínico – com um custo estimado entre 50 e os 75 mil dólares (44 e 66 mil euros) – foi pago pelo hospital. Antes de ser operado, Manning foi submetido a uma série de exames médicos, entrevistas e acompanhamento psicológico.

Há vários anos que a equipa de Curtis L. Cetrulo está a trabalhar nesta cirurgia experimental, que se insere num programa que pretende ajudar veteranos de guerra com lesões pélvicas graves, pacientes com cancro e vítimas de acidentes.

Segundo os dados oficiais, cerca de 1367 militares norte-americanos sofreram ferimentos na zona genital no Iraque e no Afeganistão, entre 2001 e 2013.