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É preciso “um novo acordo para os refugiados”

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ROBERT ATANASOVSKI / AFP / Getty Images

Save the Children quer maior compromisso internacional de governos e outras organizações não-governamentais com a formação e educação de crianças e adolescentes fugidos de guerras e conflitos

A organização não-governamental Save the Children apresentou esta segunda-feira "Um Novo Acordo para os Refugiados", um relatório onde pede mais esforços internacionais para dar garantias de formação e educação a crianças e adolescentes que por causa de guerras e repressões foram forçados a procurar refúgio noutros países.

No documento é sublinhado que nenhuma criança deve ficar sem ir à escola durante mais de um mês, numa altura em que o número de pessoas deslocadas mundialmente continua a atingir recordes.

Esta segunda-feira, a BBC News leva a cabo o dia World On The Move, inteiramente dedicado a debates transmitidos em direto sobre as melhores respostas que a comunidade internacional pode dar à mobilidade forçada e em massa. Entre os participantes do encontro contam-se a enviada especial da agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) Angelina Jolie e o ex-diretor do MI6 Sir Richard Dearlove.

Em declarações ao canal britânico antes do início do evento, o sucessor de António Guterres à frente da ACNUR, Filippo Grandi, declarou que a busca de asilo se tornou num fenómeno global que exige respostas globais, criticando o facto de "poucos países de acolhimento" serem deixados a a gerir a crise humanitária sozinhos. De acordo com Grandi, em 2015 menos de 1% dos 20 milhões de refugiados em todo o mundo foram acolhidos e reinstalados noutros países.

De acordo com números da Save the Children, apenas uma em cada quatro crianças refugiadas está, neste momento, inscrita em escolas secundárias. A organização pede aos governos nacionais e agências de ajuda humanitária que adotem novas políticas para garantir a formação de crianças cuja deslocação foi forçada por conflitos e repressões nos seus países de origem, sob pena de que a crise humanitária que hoje se vive a nível global produza uma geração perdida de crianças que conduzirá a maior insegurança e pobreza.