Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Vice-presidente da Venezuela: “não haverá referendo” para afastar Nicolás Maduro

  • 333

FEDERICO PARRA/GETTY

A crise política na Venezuela agravou-se depois de a oposição ter conseguido, no final de maio, 1,8 milhões de assinaturas a favor da realização de um referendo, que quer realizar antes do final do ano, para afastar o Presidente do país

O vice-presidente da Venezuela, Aristóbulo Isturiz, afirmou este domingo que não haverá um referendo para afastar o Presidente, Nicolás Maduro, como exige a oposição. “Maduro não vai deixar o poder devido a um referendo, porque não haverá referendo (...). Eles [os responsáveis da oposição] sabem que não vai haver referendo porque o estão a pedir muito tarde, muito mal e cometendo fraudes”, declarou Isturiz num discurso público proferido em Caracas.

A Venezuela atravessa uma grave crise política entre o governo 'chavista' (do nome do antigo presidente Hugo Chávez, 1999-2013) e o parlamento dominado pela oposição. A crise agravou-se depois de a oposição ter conseguido, no final de maio, 1,8 milhões de assinaturas a favor da realização de um referendo, que quer realizar antes do final do ano, para afastar Maduro, que ocupa a presidência do país.

Se o referendo decorrer antes de 10 de janeiro próximo e se o "sim" vencer, teriam que ser organizadas novas eleições. Mas a partir de 10 de janeiro, qualquer referendo só levará a uma solução, a substituição de Maduro por Aristóbulo Isturiz, do mesmo partido.

De acordo com uma sondagem recente, 66% dos venezuelanos querem que Maduro, eleito em 2013 para um mandato de seis anos, abandone o cargo e que se realizem novas eleições.

  • Os portugueses salvam portugueses na Venezuela em crise

    Não é uma crise nem uma bicrise, mas uma tricrise: económica, social e energética. E a juntar-se a isto há um teimoso problema antigo que não abranda: a insegurança no país, os sequestros, os assassinatos. O secretário de Estado das Comunidades esteve esta semana na Venezuela para fazer o diagnóstico da situação, nomeadamente da histórica comunidade emigrante portuguesa no país - onde algumas instituições e empresários portugueses já se disponibilizaram para ajudarem os compatriotas que passam pior. “O mais extraordinário é a obra social, desportiva e recreativa desenvolvida por portugueses na Venezuela sem ajuda do Estado português ou venezuelano”

  • Governo atento às preocupações dos portugueses na Venezuela

    De visita à Venezuela, o secretário de Estado das Comunidades tem previsto um conjunto de deslocações a centros sociais e lares que apoiam emigrantes portugueses. “Será uma oportunidade para ouvirmos as preocupações e perceber como evolui a situação social. Estamos naturalmente atentos”, diz ao Expresso José Luís Carneiro