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Farmacêutica Pfizer proíbe uso dos seus produtos em execuções nos EUA

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ANDREW KELLY/Reuters

A farmacêutica era única empresa norte-americana e europeia que ainda não tinha dado este passo. No estado do Ohio, por exemplo, devido à falta de fármacos as execuções já tiveram de ser suspensas

A farmacêutica multinacional Pfizer anunciou na sexta-feira restrições à venda de alguns dos seus produtos para evitar que sejam usados nas execuções de condenados à morte nos Estados Unidos da América (EUA).

"Estamos a restringir a distribuição de determinados produtos que integravam os protocolos de execução de determinados estados [norte-americanos]. A Pfizer opõe-se firmemente ao uso destes produtos nas injeções letais", afirmou a empresa, num comunicado.

Segundo o jornal The New York Times, a Pfizer era a última farmacêutica norte-americana e europeia que ainda não tinha dado este passo.

A empresa publicou uma lista de sete produtos que passará a distribuir de forma restrita a um grupo selecionado de vendedores sob a condição de que não serão comercializados para as injeções letais.

Nos últimos cinco anos, cerca de 20 farmacêuticas europeias e norte-americanas bloquearam a utilização dos seus produtos nas execuções de condenados nos EUA.

Para contornar a situação, estados como o Arizona ou o Texas tentaram comprar os produtos na Índia, mas as substâncias foram confiscadas pelas autoridades federais norte-americanas à entrada no país.

Alguns estados, como Texas, têm conseguido os fármacos para as execuções em pequenos laboratórios que não são identificados.

Há também estados que já aprovaram o recurso a métodos alternativos para as execuções, como fuzilamentos (Utah), cadeira elétrica (Tennessee) ou asfixia com hidrogénio (Oklahoma), embora nenhum deles os tenha usado nos últimos anos.

Noutros casos, como o do Ohio, as execuções foram suspensas por falta de meios para as concretizar.