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Chefe da polícia do metro de Bruxelas “não viu email” com ordem para encerrar a rede

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JOHN THYS

Ouvido pelo comité parlamentar que está a investigar os atentados de março, que provocaram 32 mortos na capital belga, responsável pela segurança no metro diz que, "mesmo que tivesse visto" a mensagem, não poderia ter feito nada para impedir os ataques

O homem responsável pela segurança na rede de metro de Bruxelas recebeu um email onde era ordenado a encerrar o sistema ferroviário minutos antes da explosão na estação de Maelbeek, mas não o viu a tempo porque foi enviado para a sua conta de email pessoal e não profissional.

Na quarta-feira, Jo Decuyper foi ouvido pela comissão especial parlamentar belga que está a investigar os atentados de Bruxelas, levados a cabo por militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) a 22 de março naquela estação de metro e no aeroporto internacional de Zaventem, provocando 32 mortos e dezenas de feridos.

Nas suas declarações ao comité, o chefe da polícia do metro sublinhou que mesmo que tivesse visto o email, não poderia ter feito nada para impedir o segundo ataque do dia em Maelbeek, uma estação de metro próxima da Comissão e do Parlamento Europeu. "Mesmo que eu tivesse um botão para interromper tudo e evacuar [a estação] — que evidentemente não existe — não teria prevenido [o atentado]", declarou aos membros da comissão parlamentar de inquérito.

O email em questão foi enviado pela Direção de Operações da Polícia Administrativa e chegou à caixa de correio privada de Decuyper às 9h7 da manhã, quatro minutos antes de os bombistas-suicidas se fazerem explodir em Maelbeek. De acordo com o responsável, encerrar a rede de metro demora no mínimo 30 minutos.