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Voo MH370. Destroços encontrados na África do Sul e nas Maurícias pertencem ao aparelho desaparecido

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Um bocado de asa foi recolhido em julho de 2015 na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagascar

EPA

A equipa internacional de especialistas que analisou a tampa de motor e o painel interior de uma aeronave recolhidos está convencida de que os restos procedem do avião da Malaysia Airlines

Mais de dois anos após o seu desaparecimento, há novas pistas sobre o voo MH370 da Malaysia Airlines. Recolhidos e analisados dois destroços encontrados na África do Sul e nas Maurícias, é quase garantido que estes pertencem ao aparelho, anunciou a equipa responsável pela pesquisa.

Segundo o ministro dos Transportes da Malásia Liow Tiong Lai, as duas peças – uma tampa do motor onde aparece impresso o logotipo da Rolls Royce e um painel interior da aeronave –procedem “quase certamente” do avião que desapareceu em março de 2014 com 239 pessoas a bordo.

Os destroços foram analisados na Austrália por uma equipa internacional de especialistas. “Esta análise conclui os resultados das investigações anteriores, que confirmaram que os destroços encontrados em Moçambique procediam quase com toda certeza do MH370", acrescentou o ministro malaio.

Ao todo, foram encontrados até agora cinco fragmentos do avião. Além dos agora analisados, incluem-se no conjunto os descobertos na costa leste de Moçambique (um painel de estabilização horizontal e um segmento do “FTP”, uma espécie de barra sobre os flaps que se estendem nas asas do avião) e um outro bocado de asa, recolhido em julho de 2015 na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagáscar.

A Austrália lidera uma operação em que também participam Malásia e China, que busca os destroços do avião numa área de aproximadamente 120 mil quilômetros quadrados no Oceano Índico.

O voo MH370 desapareceu 40 minutos após descolar de Kuala Lumpur, na Malásia, rumo a Pequim, na China, depois de, segundo a investigação oficial, alguém ter desligado os sistemas de comunicação e modificado a rota da aeronave, que caiu no mar assim que acabou o combustível.